“Acontece que é tudo bem mais fácil quando a gente esquece”. Odeio quando se lembram de mim ao encontrar outra pessoa. Se essa outra pessoa não quero na lembrança, tanto pior. Mas passa. Afinal, esse tango já teve fim. Aí sim, fomos supreendidos novamente. Com sua simpatia gratuita e sua cumplicidade inocente. Se toda felicidade agora existe, culpa desse espelho. Muito mais. Tenho um ponto ideal e o resto do mundo condena, podiscrê. Mas tão bom que é dá medo de azedar.
Não preciso muito mais nessa vida: um plástico bolha que envolvia o DVD de “Clube da Luta”, revistas de cinema, um tanto de vermelho no cabelo, sol e doses cavalares de hard news. Somos hard.
Um professor da faculdade me dizia que todo texto era sofrimento. Concordo. Não só em relação ao jornalismo. De alguma maneira, a gente curte é apanhar. E não estamos no tal campo de centeio. Estamos num escuro, ora ora. Em todas as direções.
“Folia nos clubes desaparece e resta apenas saudosismo” (matéria do Estadão, prévia de um feriado sem folia por fora. Por dentro? Alguma. Muita Até)
Acepções
■ adjetivo de dois gêneros 1 que é incapaz de pecar; que não é sujeito ao pecado Ex.: não há ser humano i. 2 incapaz de cometer erros Ex.: funcionário i. 3 que não apresenta falha; correto, perfeito Ex.: desempenho i.
seis horas em silêncio você leu tal artigo? você viu tal filme? já escutou tal música? ela tá gorda. ele é fraco. eles são chatos. a vida anda difícil. mas eu dei muita risada. cara, tô com medo. eu te adoro, sabe. é foda, mas é verdade. não vai.
eu e o Twitter e o Tumbrl
sei lá. ando me sentindo muito pouco muderna. tal qual um salmão, indo sempre contra a corrente.
“mas você já é uma mocinha!”
Pra todos os efeitos, devido a minha adolescência um tanto quanto infelizpesada, resolvi prolongar os meus 18 anos ad eternum em diversos aspectos desta besta vida. Começando pela interação com gente. As conversas pulam de um tratado de política a uma prova oral de física. Gaguejo. Segurando o fôlego, só consigo pensar que é mais fácil obedecer, mas tão mais gostoso subverter.
Já não é a primeira vez que eu torço pra alguma coisa mudar e …muda. Bate um pavor gigantesco, como se fosse a primeira “ride”. Na hora de dormir, a cabeça quase se afoga no travesseiro. Pesa. Mas o tal arrepio na espinha é o que faz a gente viver e isso parece ser uma coisa realmente boa. A melhor que existe?
Tá. Nessas ondas de verão completo, irrestrito, violento vou lembrando das pintas do corpo. Quatro bem visíveis no braço direito. Umas sete bem pequenas no braço esquedo. Uma na coxa direita e duas mínimas pra baixo. Uma na parte da frente da coxa esquerda e uma atrás. “Isso são grains de beauté/Que aqui estão pra ajudar você/A encontrar o caminho de casa”
Porra, quem diria. Incrível como a gente perde tempo pensando/remoendo/dormindo.
noite de domingo é hora de torcer. daí eu me espreguiço ao som de qualquer coisa que me faça querer a tal “próxima novidade”. Hoje coloquei “Cangote”, da Céu. Pensei em dançar conforme a música. A expressão mesmo. Ou aquela outra…ridícula…a dos limões fazer limonada e tal. Taí. Um mundo. Tem sabor, vontade, música e os dias estão quentes. Bons motivos para dar sorrisinhos ora estratégicos, ora espontâneos em direção…a qualquer coisa que valha a pena naquele segundo.
Show e exposição com pupilas dilatadas. Tem hora na vida que o melhor é nem enxergar o que se passa e só ouvir os sons, e adivinhar as formas e piruetar pelos pontos de ônibus, bancos dos carros, cadeiras dos trampos e extravasar toda essa urgência. Mas daí parou o drama com Marcelo. Com Marcelo Jeneci. Não conhecia bem, não dava a menor bola. Surpresa boa de um meio-dia. Os olhos totalmente anuviados e uma raivinha do dia anterior. Que pensem, não ligo mais. A gente passa esquece agradece e olha pro lado. E que lado!
Mas voltemos ao Marcelo. Com a guitarra impressionam as letras, com o piano e o acordeon é perfeição. MySpace não é o suficiente…mas já dá um gostinho da MP(pop)B do sujeito tímido nos vocais. Poderia ser seu amigo dos chopps…cantando “Show de Estrelas”, “Dar-te-ei”, “Longe”, “Pra Sonhar”…e o pequeno público do meio dia de uma sexta derretido com o coração na mão.
Tu és moça. E sou. Para os que ainda não atinaram para o fato, moças são complexas e têm complexos. Mas hoje não. Hoje sem drama.
Mas voltemos com Marcelo. “É a primeira vez que eu falo ‘bom dia’ antes de um show”. Não tava enxergando a cara dele direito e sentei na primeira fila. “Felicidade”. Um sujeito lá em cima insistia em bater palmas em todas as músicas. Fora de ritmo provocou risos de todos, inclusive da banda. Não vai fazer resenha? Não, espera o CD. Que, segundo Jeneci, começa a ser gravado semana que vem.
Aumentou o grau do meu óculos. Gostei dessa experiência fotofóbica da sexta. Apura os outros sentidos. Inclusive o sexto. Era só na brincadeira. Sempre o é. Mas a gente não muda. Ai, Cazuza, por que a gente é assim?
Mas voltemos com Marcelo. E o resto da banda. ótima. E Laura. Que voz. A tatuagem. Ah, tava lindo aqueles clarões que tocavam música.
Saí querendo ser estrela, como na música. E fica uma potencial felicidade e uma revolução latente cada vez que…toda vez que…sempre que…a gente parte pra próxima novidade. Mesmo que essa seja repetição, releitura, regravação ou cover de uma saudade. AHHHHHHHHHHHHHHH.
Parte digitada do caderno Equilíbrio, da Folha de hoje. DIGITADA. não dei Ctrl C Ctrl V na versão online. Não me perguntem porque. Não saberia responder o que minha cabeça tem feito nos últimos dias.
“Faz o possível para não ter compromissos desnecessários: hora de ligar para um filho, por exemplo. ‘Ligo quando tenho saudades e sei que podem me atender com calma. Tomo banho quantas vezes sentir vontade.’Com isso, liberta-se, em parte, da ditadura do relógio.”
todo mundo já foi criança, mas nem todo mundo fica velho
de algum modo, apesar do que dizem
alegria parece diretamente proporcional
aos números que viram´
das duas pontas
as melhores coisas
a inocência de saber nada
e depois a certeza de que nada tem tanta importância assim
no miolo, só um toque medíocre do que faz gente aceitável
domingo, samba. Do Adoniran. Tava Virgínia Rosa…de paletó e chapéu na saudosa maloca até Iracema, a que fartava vinte dias pro casamento. Me veio Juó. Mas nem teve tanto tempo. Osvaldinho subiu, sambou, encantou abalou geral num domingo tão São Paulo…até chuvinha tinha na nossa maloca. Senhor de branco, de elegância. Ah…será que ele ouve quem se diz influenciado por ele? pf pf pf. Veio a dona Cristina Buarque. De gravações impecáveis e show…chato. Chaaaato. Seu Adoniran se encolheria num canto quarqué pra tirar um sono. E daí me vem Marcia Castro. Diz lá no rilise “apontada com uma das maiores revelações da MPB”. Achei não. Achei um tanto assim de pretensão e um tiquito assim de coração de garoa. Mas tudo bem…desceeendo as escadas toooda quentinha vinha Maria Alcina. Seu Adoniran morreria de rir. Batucaria no rebolado gordo. Aha. “As mariposas”….ah, mariposas. Tomamos todos o trem das onze…sinto muito, amor.
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Ando num amor grande por São Paulo. Uma coisa inexplicável. Uma vonatde de falar da cidade até quando não deveria falar porra nenhuma. São Paulo tem pegada.
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Segunda Rock N Roll. ou era a vontade. Sherlock Holmes deu uma resolvida nessa vontade. Mas terça quer compensar. E vai. e vai.
eu ia escrever um post legal hoje, mas não vai sair. tô meio que pendurada no armário, com aquele plástico em cima. Coisa de roupa especial, ou velha. Tá um tempo estranho. Uma felicidadezinha besta. Nesses dias eu pegava minha bicicleta e circulava a casa do sítio. Nesses dias eu colocava polainas.
Daí andei…entrei na farmácia e comprei os esmaltes mais anárquicos que pude encontrar. Daí cheguei aqui e fiz um surpreendente silêncio. E com isso não consigo lidar. Mas essa felicidadezinha ainda tá aqui.
tudo anda tão de surpresa, que um dia a gente engasga de tanta verdade. verdade, não…verdade é muito definitivo. a gente engasga de sem querer. DE sem querer mesmo. Sem querer substantivo.
que bom..cheguei a tempo de tomar um temporal na cabeça… ¬¬ Agora look pelo brightside, eu vivo no meio de uma placa tectônica. O terremoto que teve perto de mim eu nem senti. Dia difícil, porque o que é bom tá muito bom, mas não bom o bastante…e o que tá ruim, tá chato de aturar, mas a gente leva. Hoje tava conversando com uma indiscreta e feliz amiga…e isso me aliviou um tanto o peso. Se mais de uma pessoa sabe, é oficial. Manja aquelas coisas que você só percebe depois que fala pra alguém? Auto-fofoca. É. Fofoca é meio análise. E hoje que eu disse que andava dormindo demais, hein. Acho que não vai dar. é…eu sou uma surtada que escreve pelas madrugadas, como disse a amiga. Porra, um dia eu falei, certo? E levei demais com essa coisa de falar na lata. Mas é bem pior guardar, viu…te falar. Tá foda. Tá na cara. Tá mais do que na cara. E não tá fácil. Não tá fácil porque tá melhor. E tá melhor porque tá diferente. E tá diferente porque parece certo. Mas só parece. E o resto parece todo errado, mas pode ser até que bom. Ah. Não consigo me resignar. Ou me irrito ou fico idiota de feliz. Ando muito os dois. Anto muito tudo. Menos paciente. E agora bem pouco seca. Amanhã acordo com nariz entupido e morrendo de tanta coisa. Poluição com ciúme. Estresse com culpa. Engolindo seco com engolindo sapo. Uma hora eu explodo. Só espero que seja com o outro significado da coisa toda. Ou não né? Que não pode dar problema de novo. Ah, merda. Isso é tão 2008…
A infância pode ser um inferno solitário. Por mais mágica que queiram te fazer engolir desde o nascimento, ser criança não é fácil. E tudo o que te perseguia aos poucos anos de idade, volta ou persiste em te puxar os pés na vida adulta. É na infância que a anarquia (seja ela nas confusões de dentro ou nas manifestações de fora) é quase perdoável, é lá que ouvimos o que vamos lembrar para o resto da vida.
Mas “Onde Vivem os Monstros” não é um filme triste. Não para todos. Eu fui às lágrimas por ter ouvido poucas broncas na vida, por ter sido quase sempre uma boa menina. Não por personalidade (essa sempre pegou fogo), mas por senso generoso, quase de auto-negligência, que eu me calava, obedecia e me educava aos olhos dos adultos. Foi por não conseguir mais aguentar que eu fechava o rosto ou saía em discursos tão incompreensíveis que nem eu entendia de onde vinham. Aos 5, aos 10, aos 15 ou 20 anos, eu era a menina que falava a primeira coisa que viesse à cabeça, andava com um livro do Nostradamus pela escola, e discutia política com os colegas.
A infância teria sido traumática se não fossem as fantasias. Teria sido terrível se não fossem os pequenos prazeres. Se os meninos tinham as bolas de futebol, eu tinha Felipa, tinha filhotes, tinha argila, o céu, piscina, as palmas das mãos encostando e se afastando dos ouvidos. Eu tinha uma história triste na ponta da língua e milhares de outras felizes dentro da cabeça.
Anda tão difícil ser adulto, que a infância nem parece tão ruim. Piora à medida que falar o que se pensa passa a ser perigoso socialmente. Piora quando não se pode cair no choro quando dá medo. Piora porque não há fantasia que resista à falta de tempo, fôlego e vontade da vida real. Eu quero ir onde os monstros vivem.
- Karen O e sua trilha mágica
- o garoto que faz o Max. espetacular.
- por que as pessoas que sobem a escada rolante do metrô olham para as que descem?
-Eu tô exausta. Não consigo falar meia dúzia de palavras sem dar uma bola fora. Trabalhei no sábado. Corri na semana. Veio Fashion Rio, Haiti. Sou uma menina. Sou nova. Sou histérica. E interiorizo (existe isso?) todas as merdas que acontecem ao meu redor pelo puro prazer de me descabelar. Sou viciada em drama, estresse e grilos. Ah, e eu trabalho esse fim de semana também.
- 2008 voltou com tudo. Até com terremoto. Até com papos tortos sobre o que a gente jamais vai confessar. Quando confessar, troco de blog.
- ontem eu ia abrir um Tumbrl, mas não importa conteúdo de outros blogs, então desisti. anteontem eu ia voltar ao Twitter e ao Facebook, mas não tenho cabeça para a vida real, quanto mais para a virtual.
- Cat Power, Manu Chao e Yann Tiersen na Virada Paulista. Quero morrer.
- Freud explica essas nossas indiretas, essa coisa semiótica, essa memória. Eu tentei fugir na escada, canto do café, banco na outra ponta. Tentei demais. Mas não dá.
Joel: Wait!
Clementine: What?
Joel: I don’t know.
Clementine: What do you want, Joel?
Joel: Just wait. Just wait. I don’t know. I just want you to wait for… just a while.
Clementine: Okay.
Joel: Really?
Clementine: I’m not a concept, Joel. I’m just a fucked up girl who’s looking for my own peace of mind. I’m not perfect.
Joel: I can’t see anything that I don’t like about you.
Clementine: But you will.
Joel: Right now I can’t.
Clementine: You know, you will think things and I’ll get bored with you and feel trapped because that’s what happens with me.
Joel: Okay.
Clementine: Okay.
tem gente que pede uns anos a mais de vida…eu só quero pular direto para semana que vem.
até lá, eu não sou eu. você não é você. e o tempo bom é o dos sonhos.
Eu não ligo se estourar meu colar, desde que seja por um bom motivo. Na mangas viradas pelos braços, vamos pintar todas essas paredes ao som de…? Você escolhe.
Janeiro de calor intenso. Não saio do banho sem pensar e voltar pra ducha. O bom é que todo mal evapora no ar e escorre pelo suor. Assim purifica. Lotados de pecados.
Eu não quero ser daquelas que se contentam com fracos textos das revistas. Imploro por literatura, mesmo que numa tela exageradamente iluminada. O que acontece com meus autores favoritos, que vivem tão coloridos nas minhas retinas e tão cinzas nas letras. Meus caros, acordem.
Show especial
sábado às 19h e domingo às 18h Cachorro Grande
Show da turnê de lançamento do disco Cinema.
Ingressos: R$20,00 (retirar ingressos de 28 a 29/1, das 14h às 21h, e no dia 30/1 e 31/1, das 14h até o início do show, se houver ingressos)
Sala Adoniran Barbosa (631 lugares)
Cachorro Grande é sinal de confusão. Pódiscrê. E eu nem gostei do CD. Hum. Ai, que cagada.
repetiu três vezes “Janta”, do Camelo com a Malalhães.
(Foda né?)
Teve um tanto de notícias da volta. Parece que tá todo mundo muito bem
“É o ano do amor e da porra louquice”.
(Ah…queriam os anjinhos né, colega…)
Por enquanto prendo meu cinto, olho o mundo lá embaixo e me preparo pra montanha russa
O que há de melhor no mundo não se faz de olho aberto mesmo
Então fechemos
larga mão
solta o pescoço
e se deixe despencar
até cair
no sono
Vai te explicando, enquanto eu caio bem de leve na mesa. Pode continuar mexendo os lábios, não vai sair qualquer som que não o da minha porra de consciência. Vou repetir mil vezes que é um erro. E você vai dizer que ando quieta. Eu nego. Nego até morrer. Desde quando verborragia é sinal de saúde? Pode ir embora. Não vou assistir. Pode ficar. Não vou insistir
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Chove todo santo dia da minha “folga”. Não que eu tivesse planos ensolarados, mas não custava deitar embaixo da janela pra tomar algum sol enquanto o tempo passasse à toa, pra variar.
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São duas senhoras e um senhor. Eles são da mesma cidade (Alegria, no RS) e divagam sobre os tempos já passados…a rua da praia de Porto Alegre e como ela está suja hoje. Ele foi militante, uma delas é separatista…eu sugava Coca-Cola pelo canudinho. Eles são mesmo daquele jeito todo…ou nada. Ou é só a repetição dos monotemas.
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Se eu ganhasse um real por cada babaca que tira conclusões precipitadas do que eu falo ou do que eu escrevo…tava nível Mega-Sena da Virada.
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Ano passado, no ano novo, meus amigos fizeram “versões” pra tradicional “adeus ano velho, feliz ano novo” e blablabla…a minha versão era “muitos trouxas no bolso”. Só lembrei.
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Não é uma missão, nem um desejo…é quase um câncer. Aquele impulso incontrolável de puxar a casquinha da ferida.
Incorporei algum agente nazista e quero me disciplinar. Uma boa menina, de boas maneiras e hábitos corretos. Vamos respirar melhor esse ar e endireitar as costas. Comer verduras e não deixar um músculo do rosto fora do lugar. Rumo à perfeição. MAS ANTES…
No fim daquela sala de luzes tem um tanto de respostas pra comer. Depois de engolidas, elas se mandam pelas suas veias até saírem como certezas pelo seu suor. Mas isso não importa mais. As vermelhas deixaram todos os olhos coloridos e as azuis vão derrubar todas essas paredes.
Era bom começar com um verso das músicas do Paulinho da Viola, mas preguei no moleque Júnior Pita, caí no My Space e aí foi né…vamos de Ataulfo Alves e deusquemeperdoe:
“Juro, confesso
Não faço versos para minha vaidade
Meu samba é o meu lamento
Meu castigo, meu tormento
Minha dor, minha saudade.
Por amar
Quase fracassei na vida
Por acreditar sincero
Em pessoa tão fingida.”
(Não entendo um catzo de samba, nem de coisa alguma)
No ponto de ônibus por meia-hora. Relógio da igreja parado e eu lá…pensando nas vidas todas. Já na viagem, a quantidade de rostos cansados me assustava. É domingo, alguém me arruma uma caixa de fósforo. Saltei. Saindo do fosso, encontro um repórter do Terra, que eu detestava até o dia em que passamos 12 horas esperando o promotor do caso Isabela e dividimos uma pizza. Passei reto. Tava maluca de inveja. Ele e seu fotógrafo.
A não-resenha
Milena, Fabiana Cozza (espetacular, como sempre), Cida Moreira (espetacular, como eu nunca tinha ouvido ao vivo) e Alaíde Costa (espetacular, porque além de mito, diva e rainha, é uma simpatia) cantaram Paulinho da Viola. A melhor idade em massa e eu caímos no choro em umas três músicas. Não sei da onde veio. Só sei que é o efeito delas e dele.