Há uns sete ou oito anos, peguei da minha mãe um CD do Buena Vista Social Club e não larguei mais. Música cubana – a tradicional e as variantes contemporâneas - é de uma riqueza quase desesperadora. Já desisti de explorar os sons do Brasil, esses me deixam cada vez mais atordoada à medida que me vem a certeza de que não basta uma vida para saborear cada ritmo. Imagino que nem em Cuba.
De qualquer jeito, os senhores do BVSC desenvolvem a música de tal maneira que é impossível não sentir umas cócegas nas pernas e um quentinho na altura do umbigo. Vontade de estar à beira mar de uma Havana, ouvindo aquele espanhol de boca aberta (um dos sotaques mais gostosos do idioma) que fala um “bueno” que sai meio “ubvueno”, como se os lábios não se tocassem.
Acho que ando sentindo saudades das aulas de espanhol e ansiosa por todos os outras línguas.
Chan chan é a música que te muda a vida:
