três blogs, uma decepção, uma falsa, três tapa buracos, um TCC, um cachorro ressucitado depois…FIM DESSE ANO DE MERDAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA. (salva um novo trampo, um Juca e umas mini-férias…beeeeeem no finalzinho)
E pra marcar, um tango (da novela. por hoje…hahahaha). fim de dramas.
Quando eu tinha uns 8 anos, eu fazia balé. (É, pois é). No final do ano tinha que apresentar o espetáculo “Alice no País das Maravilhas”. No meio do caminho – apesar de ser bunduda e nada graciosa – me livrei de dançar como lagosta e virei uma das “acompanhantes da rainha má” (como se tivesse tal personagem na história). Uél, lá fui eu, com meu vestido vermelho, desajustado em cima (pq eu não tinha peito praquela joça ficar boa), maquiagem e tal. Ensaio – num deles ainda não tinha acendido a luz do teatro e eu fui andando, andando no palco e despenquei -, no último eu não fui e não sabia como ia acabar minha apresentação (é.).
Gente, eu era uma representante da nobreza, certo? A professora falou pra entrarmos (eu e mais umas 6 meninas) altivas, gloriosas, de bunda pra dentro, peito pra fora. E lá fui eu…com o nariz na Lua, entrando no palco como se fosse a própria rainha. Maravilha. Depois, nas fotos, vi que fui a ÚNICA que entrou metida. Amadoras….eu sou arrogante profissa desde novinha..há!
A pior parte fica pra hora dos véus. O que seria essa hora? Explico. A rainha tinha uns véus na coroa e cada uma das “acompanhantes” pegava um paninho e girava. Na hora de pegar o bendito do véu, eu fiquei sem (¬¬). Por que? Porque uma FILHADEUMAPUTA chamada Maria Fernanda (lembro o nome da vaca até hoje) pegou meu pano e falou “é meu!”. Fiquei fodida. Sorte é que a Alice versão mini me deu o paninho como se fosse parte da coisa toda. Fiquei de “putinha” traíra…
Passado isso, tive que me virar pra saber o que eu tinha q fazer no final do espetáculo. Na verdade era subir uma escada e dar tchauzinho (pfff). Tenho fotos constrangedoras da data. Não do espetáculo….mas eu fazendo pose num móvel da sala de casa toda fantasiada e tomando leite num copo verde, do lado do meu pai fazendo careta.
Por que eu lembrei disso? Porque eu ainda vou reencontrar AQUELA VACA da Maria Fernanda e fazer ela engolir qualquer pedaço de pano que eu tiver do meu lado.
Yeah you’re out on the street, babe you’re looking good
Deep down in your heart, you know that it ain’t right
No, no
Cos you never never never hear me when I cry out at night
Honey I cry all the time
And each time I tell myself that I can stand the pain
Roubaram o controle do meu ar. MEU AR!
99 km, 99 km…pára um pouquinho, descansa um pouquinho, 98 km
98 km, 98 km…pára um pouquinho, descansa um pouquinho, 97 km
Com a cabeça pra fora do lençol, junta as palmas e reza “Holly Punk Boys”
Com o leite fervendo no fogão, queima os dedos e grita “Holly Punk Boys”
Saindo de casa, atravessa o portão e deseja “Holly Punk Boys”
Qualquer oração que tenha mais ritmo, aos “Holly Punk Boys”
Se tem alguma coisa pra acreditar, que sejam os “Holly Punk Boys”
uma coisa a se admirar são os abraços, muito mais do que todo o resto (e como falam de todo o resto). O abraço é subversivo, contraventor da ordem, não impõe regras. Não precisa estar apaixonado, não precisa de reservas, quem te abraça não precisa te ligar, não precisa nem te conhecer. Não há quem abrace mal (já beijo e todo o resto sabemos que, sim, existe). Inebria como poucas coisas fazem. O abraço é refúgio dos que poupam palavras. É declaração em silêncio, já que pode se abraçar (sem medo) até os amores proibidos. Já no abraço sabe o destino dos gestos futuros. E ficam como marcas os abraços passados. O engraçado é lembrar de tudo e não lembrar justamente de um abraço. Inesquecíveis e, por isso, se apagados, simplesmente não existiram. O que é um certo alívio para tanto engano. Abraço é gesto de cumplicidade e de proteção, o que vale a pena, para quem vale a pena. Taí um gesto superior, quase como oferenda, reverência, suspiro nobre de alguma coisa que não é desse mundo. Outros planetas, vida eterna, deus e o diabo. Vamos acreditar no que divino existe num tão negligenciado ato.
Olha, que coisa. Como me enganei, se não teve abraços. Que bom, que muito bom.
ai, que farejei coisa nova. ai, que tudo passa rápido. ai, que lia mãos e ria. ai, que começo a acreditar no que faz bem. ai, que não lembro de tudo. ai, que há sinais. ai, que há linhas. ai, que há. ai, o que será.
Primeira reação: “Argh”
Dona Maura Véras, tô condicionada a te xingar mesmo com a mudança de gestão, sorry
Ô MAURA VÊ SE APROFUNDA, PORQUE VOCÊ NÃO REFORMA SUA…..CASA!
Notas ok. Formada. Ok. E agora que que a gente faz?
Quem me vê sempre parado, distante garante que eu não sei sambar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Eu tô só vendo, sabendo, sentindo, escutando e não posso falar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Eu vejo as pernas de louça da moça que passa e não posso pegar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Há quanto tempo desejo seu beijo molhado de maracujá
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
E quem me ofende, humilhando, pisando, pensando que eu vou aturar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
E quem me vê apanhando da vida duvida que eu vá revidar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Eu vejo a barra do dia surgindo, pedindo pra gente cantar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Eu tenho tanta alegria, adiada, abafada, quem dera gritar
Vou começar a espalhar amor por marketing. A gente pega frango sem olho junto, a gente interage no elevador. A gente segura porta um pro outro. A gente se vê descendo até o chão na festa.
tá bom, ó. Vamos tratar isso com alguma poesia. Como diz o Wander Wildner, eu não consigo ser alegre o tempo inteiro. A boa notícia é que vendo a cara de frente (e não de perfil, como de costume) não consigo lembrar o porquê de tanto drama. Parece que eu criei um pesonagem só meu, alguém muito importante. Fantasia de loucos. Tudo o que a gente precisa numa hora dessas é algum refúgio, nem que seja um Big Mac bem mal montado e um milk shake bem enjoativo, nem que seja girar – girar muito. Nessas horas seria bom ter uma pilha de pratos em casa, só pra quebrar. Mas se eu fizer isso, vou ter que limpar. Meu novo vício é ouvir a conversa alheia em todo lugar que eu vá. Uma menina aos prantos no banheiro da festa da firma – “ele não te merece” (alguém acha que isso é consolo?). Um cara falando pros amigos que não gosta de usar camisinha. Uma outra, muito antiga, na banca de jornal. Um senhor falando que depois de 50 anos de casamento, a mulher ainda deixava ele tonto. “A vida dele era seu filho, a minha vida era Capitu”. Fake you. TÉRMINO. enjoy. Minha cabeça virou sopa de letrinhas.