“É, Che, a vida não anda lá muito revolucionária…”
“Foi quando eu descobri que eu adoro ganhar dinheiro”
“Se tivesse revolução a gente ia ter Kings of Leon?”
Arquivo para Fevereiro, 2009
ex-movimento
como no filme
é.
A gente era como no filme.
A gente é um clássico que ninguém viu.
A gente é aquela trilha fantástica que ninguém ouviu.
Aquela moda arrebatadora que ninguém copiou.
A gente tava estampado nos muros e nos outdoors.
A gente era atração de domingo à noite.
A gente custava caro em todas as filas e até cambistas apareciam.
A gente exigia discurso de agradecimento.
A gente nem teve tempo de rodar as outras histórias.
é.

medíocres e inofensivos
Naquele livro não tem nada sobre “como fazer uma bomba caseira“, te garanto. Os manuais não são de boa conduta na máfia italiana, japonesa ou russa. Na agenda não tem nenhum telefone ou encontro marcado com um matador de alguém, lobbista, doleiro ou coisa do gênero. Nem vai aprender outro idioma para exigir confissões de maneira mais eficiente.
Olhar fixamente não é encarar. Nem gostar é amar. Nem odiar é matar. Nem arranhar é ferir. Nem tirar é arrancar. Nem parar é impedir.
Não representa o menor perigo mesmo. Uma pena. Coisinhas medíocres e inofensivas que são as moças e os moços reais e fora dos trillers.
Já posso ser da Cavalaria de Guarda Dragões da Independência e nem preciso colocar esse “cabelinho” no capacete. Tô quase igual:

Update
No dia do velório da Ruth Cardoso, estávamos eu e um batalhão de jornalistas à espera do Mr. Lula num PUTA FRIO do cacete. Já era lá pelas 18h e pouco, quando o assessor veio e disse : “O LULA TÁ CHEGANDO, NEGADA”. Nessas aparece um monte de ministros, manja aquela entrada no show de calouros do Silvio Santos (e a Elke lalalalalalala HEY), então. Foi mais ou menos assim. Todos acenaram pra gente e eu ficava gritando o nome deles pra galera que tava atrás de mim passando a nota (o Edson Lobão parece feito de massinha) ouvir. Beleza…cadê o Lula?
Aparece a tal cavalaria. Trocentos caras com esse capacete de cabelinho. Agora imaginem. Você tá lá morto ou você tá lá do lado do morto e aparece essa galera. Surreal. Surreal de Dalí mesmo. Tipo “velho…variei, me droguei, tô alucinado”.
Ok. “O Lula não vai falar com vocês”. Legal.
Pra afogar tanta solidão (já que não temos bares na hora do almoço), que venha um pouquinho de Adoniran para te fazer feliz, menininho triste. (Ah, quem quer enganar. Se aqui que habita um silêncio só. Nem pelo menininho, nem por muita coisa. É sexta ressaca, vontade de arrastar as chinelas de novo para fazer doer ezzas badada da berna).
(Si não ouviu, ti conto, mariposinha. Lá pelos idos de 2008 (uh, tempo difícil), xeretei um tal Juó Bananére de fala macarrônica e di malandragi ítalo-paulistana. Ah, má Sao Paolo puja nostro umbigo para u samba i para tudo mais o qui ti mexi as bernas, mariposinha.)
Silêncio, shut up. Afinal de contas, nós viemo aqui pra bebê ou pra conversá?!

Soledad e Soledade
Soledad,
aqui estan mis credenciales,
vengo llamando a tu puerta
desde hace un tiempo,
creo que pasaremos juntos temporales,
propongo que tu y yo nos vayamos conociendo.
Aquí estoy,
te traigo mis cicatrices,
palabras sobre papel pentagramado,
no te fijes mucho en lo que dicen,
me encontrarás
en cada cosa que he callado.
Ya pasó
ya he dejado que se empañe
la ilusión de que vivir es indoloro.
Que raro que seas tú
quien me acompañe, soledad,
a mi, que nunca supe bien
cómo estar solo.

(Foto: Rafael Soledade Matos)
O texto é do blog (ex blog?) do amigo de uma amiga. Uma pena que ele acabou com o blog, achava demais mesmo. Vale a pena ver os arquivos do Focaleando (e ainda irritar os chatinhos de plantonis!ui!)
Zabu e Zenô (um conto emocore)
Era uma vez, um lindo e fofo casal. De tão fofo e meloso, todos tinham vontade de arrebentá-los na porrada. Casaizinhos felizes não existem. E os que insistem em ser felizes, se matam.
Eis que no corredor, lá estavam os dois…
-He he he!
-Hi hi hi!
-Zun zun zinho.
-Denguinhazinha.
-Zabu..
-Zabu?
-Zabuticabinha
-Oun! Zenô..
-Zenô?
-Zenorinha.
-Oun!
(E aí uma bomba explodiu)
Fim, cabô, porra!
almodovarianas

Muito antes de ser a “música da Anita”, “Ne Me Quitte Pas”, interpretada pela Maysa, foi trilha de “A Lei do Desejo”.
Só pra você saber e lembrar que, como tem gente que julga pela sua conta no banco, pelas roupas que usa, pelo bairro em que mora, tem as que julgam pelos filmes que assiste.
Noutro blog 2:
“Eu pegava carona com o palhacinho e de vez em quando a gente se pegava, se é que você me entende.
Uma vez, a gente estava no trânsito ouvindo Zeca Pagodinho cantar no rádio “não pense que meu coração é de papel, não brinque com o meu interior”, niqui o palhacinho vira pra mim e pergunta:
– Você gosta que brinquem com o seu interior?
Gargalhei! Vai errar na mão assim lá em casa, amigo. O pior é que eu tenho certeza de que ele se achou muito sexy e insinuante porque ficou com aquela cara de paisagem, estranhando meu comportamento. Realmente EU é que tenho comportamento estranho…”
“Não sou uma entusiasta do amor eterno e isso não é novidade. ‘Até que o tédio nos separe. Ou algum sentimento menos nobre, amém!’ Nada contra aqueles que amam intensamente, acho ótimo [/Leila Lopes]! Que fique claro que também não sou destas que ama um dia e no outro acha que não ama mais (OK, eu sou destas , sim – podem me chamar de volúvel. Mea culpa. Mea máxima culpa.), mas quem não é assim que jogue a primeira pedra no telhado de vidro de alguém! Porque, oi? Até a Amy se perguntava ‘Will you still love me tomorrow?’, why not meus doidos? Ou eu mesma? E o legal disto tudo é recomeçar o dia curtindo alguém. Ou não.”
conspiração
“Ninguém vai te parar na rua e vai dar tempo para tudo. Suas vinteequatrohoras serão esticadas. E esse universo conspira para que sinta alívio”
A porta tava aberta todo o tempo. Ele que não quis sair. Abriu a palma das mãos com o molho de chaves estendidas na altura do rosto. A ponta dos dedos dela quase ao nariz quando ele baixou a cabeça, entrelaçando aqueles cachos (cabelos de criança) nas mãos da moça. Ainda sim ele se negou a deixá-la sozinha.
“Tem um mundo de gente te esperando e me olhando do outro lado dessa porta. Cada um vai ser feliz do seu jeito. Não é melhor?”
Não sabendo mais como convencer a menina (é bem verdade que até carregava um faca no cós da calça, mas não tinha coragem nem de feri-la, nem de se cortar. Anos depois lembraria disso e repetiria com os olhos fechados nas salas de cinema “Fraco, você é um fraco”), desceu os pés sujos do lençol e partiu em direção à saída.
“Te idolatrei desde o primeiro ‘oi’, você sabe”.
“Para o que vale, nunca é tarde demais, ou no meu caso cedo demais, para ser o que se quer ser. Não há limite de tempo…comece quando quiser…você pode mudar ou continuar o mesmo. Não há regras para isso. Nós podemos fazer o melhor ou o pior desta condição. Espero que você faça o melhor. Espero que veja o que te paralisa. Espero que sinta coisas que nunca sentiu antes. Espero que você conheça pessoas com outros pontos de vista. Espero que você viva uma vida da qual tenha orgulho e se você sentir que não tem, espero que tenha força para começar tudo de novo”
Terça-feira de Carnaval é tempo de assistir filmes que te dão enjoo
Não sei das suas gengivas, dos seus sonhos ou do seu tom de voz e te esqueci no Carnaval. Na tarde do domingo, com os pés nas folhas secas da calçada da quadra ao lado. Desconheço seus tiques, seus truques ou suas manias e te esqueci no Carnaval. Fevereiro chega para abalar com o umbigo de toda gente. Comigo subiu um pouco e assim escorreu pelos braços, pernas e pelo chão a lembrança boa e falsa que só o Carnaval poderia apagar das minhas orelhas. Eu te esqueci no Carnaval e até quarta-feira de cinzas prometo não saber nem como você beija, boceja ou sorri.
da fidelidade canina
de tudo, ao meu amor serei atento
os passos, seus olhares, esquecimentos
com tal zelo, e sempre, e tanto
esquadrinho de seu corpo canto a canto
mesmo em face do maior encanto
eu lhe decifre cada entretanto
dele se encante mais meu pensamento
pra impor-lhe as regras do adestramento
quero vivê-lo em cada vão momento
e desventrar cada desvão de dentro
em seu louvor hei de espalhar meu canto
pra que emudeça de vez no espanto
e rir meu riso e derramar meu pranto
até quebrar-lhe com o meu quebranto
ao seu pesar ou seu contentamento
hei de infligir um bem maior tormento
e assim quando mais tarde me procure
que seja de joelhos e abjure
quem sabe a morte, angústia de quem vive
saberá me entregar o que já retive
quem sabe a solidão, fim de quem ama
sabe a dor da companhia a ferro e chama
e eu possa me dizer do amor (que tive):
já conheceu o medo de ser livre
que não seja imortal, posto que é chama
e apague mais que a morte de quem ama
que seja infinito enquanto dure
e minta até mesmo quando jure
(Cesar Cardoso)
Alguém duvida?
O que importa da história não é o fim (fim…hmpf…), mas o enredo, não? Então aí vai. Foi no dia 9 de abril do ano passado. Eu estava de calça jeans clara e uma regata cinza e chegava no trabalho (na época eu fazia o horário das 15h às 21h). Passei pela entrada e aqui tem um computador. Vi um cara com uma camisa branca, com riscas laranja mexendo no PC da entrada do iG. Só sei que depois de passar a catraca que eu fui pensar que poderia ser…
Subi as escadas, cheguei na minha mesa e a Lu (minha querida, amada, idolatrada Lu) me disse “Você viu quem tá aí?”. Voei para o térreo de novo e procurei, mas não tava ninguém lá. Subi. Trabalhei. Para minha surpresa, apareceu. De camisa azul, meio escura. Ainda disse que o tinha visto lá na frente, mas ele falou que estava o tempo todo lá no 9º andar. Me maravilhei.
Naquele mesmo dia, tinha perdido meu crachá. Procurei na quinta, na sexta, no sábado esqueci, no domingo ria a toa, na segunda comprei um novo crachá. Na sexta, o Jair me vira e fala “olha o que eu encontrei na minha mochila?”. Era meu crachá antigo. Na pressa de achar a pessoa que não estava lá, taquei meu crachá em qualquer canto. Perdi. Me perdi.
O final (o mais triste é esse sem final) é ruim, mas a história é muito boa.
Por que lembrei disso?
Porque vi isso daqui:
Sonho medíocre e repetitivo em que eu te pergunto se vai tudo bem e você responde que sim e nada parece ter acontecido. Minha obsessão é por um relembrar. Mais do que isso. Uma promessa de cutucar essa ferida sempre. Por que? Na playlist só passados, muitos e todos. Mágoa é tinta de BIC. É sangue em roupa branca, é açafrão nos potes da cozinha.
Cobrança elegante
Alguém está te devendo uma grana? Chama o cobrador de fraque que o sujeito paga! Não sei por cargas d´água algum espanhol teve essa ideia, mas existe e funciona da seguinte maneira: você contrata um cara de fraque pra perseguir seus devedores.
Não acredita?

Vi o negócio no site do Época Negócios, mas o site dos caras dá uma ideia mais real.
Não sei se funciona com os espanhois, mas duvido que algum brasileiro se sinta constrangido com um cara de fraque atrás dele o dia todo. “Devo, não nego. Pago quando puder”
janis, gato, obamis
às vezes era melhor nem saber como acham teu blog….


Portais – o Globo.com
Terra

AHN? “Vale a pena ler?” NOT!
iG

Pensar que a gente dividiu a mesma praia, hum. Não coloca mais a foto com esse óculos.
UOL

Muriçoca, Muriçoca, Muriçoca
Os olhos dele são como proteção de tela, naquele joguinho chato dos anos oitenta. Para cima, para baixo e o olhar bate em alguma quina de mesa
Trechos
Cala, que é de um silêncio
que começa sua voz
******
Não tenho assim tanto mundo
Para contar cada trecho
E te fazer a viagem
Que nunca viveste
******
Ele tem mão, pé, orelha e cabelo
Eu tenho a voz, o olhar e a mão no peito
“Antes de qualquer coisa, promete que perdoa. Faz mesmo muito tempo que eu não tenho tempo de subir as pernas nos bancos e apontar um lápis para começar a te escrever. Corri muita estrada e as histórias não cabem num contar de dedos, mas as notícias são mesmo muito boas. Finalmente respirei ar novo e bati a porta. Agora em definitivo, juro. Não que tenha caído nada de extraordinário no meu colo, mas pelos trilhos há muitas pessoas que por alguns segundos, minutos, horas, dias, semanas são o centro do universo. E assim voltei a sorrir como nos velhos tempos. Como reclamava do meu incessante falatório sobre tudo o que me vinha à cabeça. Para seu azar – e, hoje, espero, alegria – voltou a verborragia. Não consigo me calar ou parar de sorrir nem mesmo quando deito na grama – ah, sim, aqui tem grama – e aponto estrelas no céu. É uma urgência tão grande que não cabe numa vida, como a gente sempre disse. Muito melhor se olhar nos espelhos e rir dos cabelos rebeldes e da cara marcada pelo lençol. Desde que larguei as chaves da velha casa e deixei ele dormindo para o outro lado, não pensei que voltaria a lembrar dos perfumes de quem passa. Amanhã ou no outro ano escrevo mais. Estou bem e amo. Você e o mundo todo”
“Você vai lembrar disso daqui 20 anos?”. E eu parei de chorar.
Spotless minds: could you swallow a memory-wiping pill?
Incidente e acidente
Ele é sua cara. Olhos escuros, fundos e juntos. Aquele cabelo que faz a curva nas orelhas. O jeito meio encurvado. O sorriso de perdedor, de gente que nasceu e merece sofrer. Aquele batuque sem graça em cima das latinhas de cervejas miadas. Igual. Igualzinho.
You look like a mocinha.
You look like a maloqueirinha.
You look like shit. merda. sabe?
pessoas que merecem palmas
Na tranquilidade da Fnac Paulista de uma manhã de domingo, no meio da estante de contos e crônicas, um sujeito semi-gato (não falo gato porque com ego de homem não se brinca) lê a contracapa de um livro vermelho. “Shshshshshshshs….quem come quem, se a fome é igual” e ri. Devolve o livro para a estante e sai confuso para os livros em inglês…por lá da outra risada. Sai do lugar. Só aí que fui entender que se tratava de um livro de contos eróticos. A frase, que deveria ser “Let´s get it on”, arrancou risadas de quem, num domingo de manhã, não está lá com tanto fogo…
*******
Bloco do Ó. Um cara vestido de Mônica (a do Mauricio de Souza), um sujeito de maiô e um outro de babydoll e dentadura, uns meninos de empregada, uma pirata, uma carmem miranda, uma sujeitinha roendo as unhas mal pintadas com um all-star vermelho apertado.
Jornalista não tem medo de chuva.
tofucheeze (2 semanas atrás)
I wish he was my own little secret. <3
kittenmow (2 semanas atrás)
Arw…that’s a cute way of putting it. I feel the same way. :o)
No5Eternity (2 semanas atrás)
completeeelllyyy agree.
Eles têm um medo, vergonha ou desprezo tão grande pelas próprias vidas que preferem fazer histórias que nunca aconteceram e de gente que não existe. Como um casal, eles se merecem. Aquela patologia de gente carente que não deixa o papo acabar quando não tem mais nada a dizer, as tentativas doentias de algo que já morreu, uma necessidade sem tamanho de audiência, de aplausos, aprovação de quem não dá a mínima para o que carrega cada palavra.
Mesmo muito idiota.
Continua lendo aí, esse material tão ruim. Que de tão ruim continua a atrair alguma curiosidade dessa gente doente.
Obrigada e voltem sempre. De preferência, quietos.
Oposição da oposição
Deus sabe o quanto eu sou uma pessoa chata. Quem convive comigo sabe o quanto eu curto discutir por qualquer coisa. Meu tema favorito é política, veja só que pé no saco. Nessa eu bato boca com a minha mãe, com o Mineiro bêbado, com todo mundo. Nunca usei esse blog para espalhar minha chatice, mas hoje não teve jeito.
Folha de S.Paulo, por que chamar o Cesar Maia para uma coluna? “oposicionista DEM” ha-ha-ha. Quer oposição? Mas quer oposição de verdade? Chama alguém do MNN pra coluna! Não sabe o que é MNN, Folha? É o Movimento Negação da Negação.
Quando entrei no CA lá da PUC só ouvia as pessoas falarem mal dele. Daí quando fui cobrir a ocupação da USP, vi que eles eram os mais chatões. Assim, no sentido, persistentes na tal “luta”. Quer oposição mais oposição que a negação da negação, Folha?
Com Cesar Maia vocês vão conseguir no máximo que o Lula apareça como bobo-feio-cara-de-meleca. Com negação da negação é
ABAIXO A BARBÁRIE CAPITALISTA!
VIVA A IV INTERNACIONAL E O MNN!
VIVA A VIDA!
VIVA O FUTURO!
Acho tudo muito bonitinho e engraçado. A política tem me revirado o estômago.
Sexta-feira 13 de verdade
Caiu a internet de casa (SCAVURSKA!), tá uma puta chuva, esqueci meu fone em casa e vou ficar o dia todo no silêncio de minha mesa, a máquina de café do trampo pifou. Já deu! Parou! Paro-ou.







