“Livre-se dos seus ‘amigos’ e familiares (natalinos) usando recados e mensagens instantâneas Despreze novas pessoas interativas que acham que são íntimas por serem amigos de seus amigos e frequentarem mesmas comunidades ou tranporte público Esconda seus vídeos, fotos e paixões em um só lugar”
“O ***** engana você que pensa ter amigos no mundo todo e a expõe momentos especiais (para o bem e para o mal) de sua vida!”
“Hey there! fula-de-tal is using ****.
*** is a free service that lets you keep in touch with people through the exchange of quick, frequent and useless answers to one simple question: What are you doing? And who gives a shit? Join today to start receiving updates.”
achei que tava na hora de criar um novo personagem para esse rumo certo de vida. mas quanto mais eu vejo o real, menos penso na ficção. e não sei a quem agradecer.
“O pior é que ele é legal”. “Pior?”. “Claro, eu esperava um ‘boçalzice’ eterna do bruto”. “Em termos de passado isso não é bom?”. “hum…em termos de passado nem deu pra saber que ele era tão legal. Acho que ele nem era”. “Vai ver você também não era”. “Eu era, mas não tava. Culpa daquele outro”. “Ah é. Então se ele é legal…”. “Ele é tão legal que eu perdi minha inspiração. Era minha anti-musa!”. “Melhor assim. Daí você para de curtir tristeza”. “Eu não curto tristeza. Sou melancólica, só”. “Você é emo”. “Meu cabelo é enrolado demais pra fazer franja”. “Se ele é legal, aproveita. Tem um tanto de pessoas que não são legais”. “Como alguém tão legal pode…ah.”
Olhar mulher com bebê no colo não é nada perto de ver a cara de um homem atento aos gestos da criança. Pasmei. Fui pra outro mundo. Tinha uma coisa muito brás-cubana-machadiana em relação a filhos e crianças. Hoje percebi que isso tem mudado. Chego a entender que isso não é um gesto egoísta de preservação do nome, dos genes, da espécie. Parece mesmo ser uma coisa inexplicável. O limite do terrestre, mundano e mesmo assim tão primitivo. Na volta pra casa pensei se alguma vez cogitei desenhar a minha vida para o bem de alguém que não fosse..eu. Do lado de lá, alguém que ensine a andar de bicicleta, a nadar. Mais tarde, alguém que puxe a cadeira e ouça, mesmo sabendo que tudo aqui “vai passar”. Esperar um futuro diferente faz parte de um começo. Existe um mundo muito maior que aquele que só te dá gastrite.
Manhã – “Maps”, Yeah Yeah Yeahs
Indo para o trampo – “Cliquot”, Beirut
Indo para o trampo – “Come Wander With Me”, Emilie Satt
Fim de expediente – “Você não vale nada”, Calcinha Preta
Saindo do trampo – “Você Abusou”, Wilson Simonal
A primeira vez que eu tomei conhecimento dessa música foi lendo o fanzine de uma bixete minha. Conhecia muito pouco da banda e só lembrava dos gritinhos orgásticos de “Date With The Night”. Katie O, quanta diferença quando a se para de fazer “ooo, ooooo, oooooooo” e só fala “they don´t love you like i love you”…
Antes que os amigos queiram saber o motivo de tanta música lentinha, bonitinha, dengosinha…não. eu não tô. eu não sucumbo a qualquer gentileza de qualquer um em qualquer momento. não agora. não dessa vez. não? não. não, não e não.
What a difference a day makes
Twenty-four little hours
Brought the sun and the flowers
Where there used to be rain
My yesterday was blue, dear
Today I’m a part of you, dear
My lonely nights are through, dear
Since you said you were mine
What a difference a day makes
There’s a rainbow before me
Skies above can’t be stormy
Since that moment of bliss, that thrilling kiss
It’s heaven when you find romance on your menu
What a difference a day made
And the difference is you
“Com o tempo aprendi que o ciúme é um sentimento para proclamar de peito aberto, no instante mesmo de sua origem. Porque ao nascer, ele é realmente um sentimento cortês, deve ser logo oferecido à mulher como uma rosa. Senão, no instante seguinte ele se fecha em repolho, e dentro dele todo o mal fermenta.”
(Trecho do novo livro do Chico Buarque, tirado do blog Todoprosa)
Não deve existir coisa mais clichê do que acordar cantarolando Beatles. Um “Don´t Let Me Down” ao espreguiçar, um “Hey Jude” no café e um ‘Free as a Bird” depois de sair com os cachorros e ver um sabiá e um beija-flor se pegarem no tapa:
Ando me sentindo uma bosta de ser humano…
sem talento pra dirigir, dormir, ser educada. sem talento pra parar de sentir ciúme, sem talento pra cortar os palavrões e os doces. sem talento pra acordar mais cedo e fazer algo de útil. Sem talento pra cuidar de casa. Sem talento pra chacoalhar esse mundo. O de fora e o de dentro. Mas é segunda….natural que eu tenha perdido meu talento de ontem pra hoje. Ruim é se enganar que esse talento não se perdeu faz tempo. Pra quê ser dissimulada pra si mesmo.
hehehehe. Não, não ri da desgraça alheia. Naqueles segundos, escrevi na cabeça uma tese de que, se o amor fosse gente, andaria com um chicotinho. Passei a mão na testa para tirar aquela ideia – “xô, xô”.
Sexta-feira o Luis Nassif postou o “obituário” do Zé Rodrix, escrito cinco anos antes de sua morte. Mórbido ou não…o texto em si é pura poesia e muito próximo da realidade. Vale seus preciosos cinco minutos de vida. Refletir sobre como seria a sua morte.
Update:
Como disse para a Carol´s na quinta, quero morrer naqueles sustos bons, bem velha, bem feliz, bem serena. Minha última palavra vai ser um palavrão.
“Por que você só coloca letras em inglês?”. Explico:
Se eu colocar em português, serei mais óbvia que o recomendado. Acabo por colocar “Relicário” ou Chico ou um samba, todos me remetem ao mesmo ponto. Ponto este que me inspirou uma vida de pensamentos, estratégias e xingamentos. Por isso, as letras de músicas de outro idioma, seja inglês, espanhol, francês, chinês, ainda permitem que se guarde um segredo. Segredo coletivo. Que é tabu. Tabu é o que todo mundo sabe e ninguém fala, né?. Então é isso. Em português todas as luzes estão acesas e a plateia pode aplaudir ou vaiar, quando eu só quero que ela escute. Mais uma, menos uma…não faz a menor diferença, mas ajuda a jogar pela janela o lixo velho daqui.
(Agua de Annique)
He said
Come wander with me, Love
Come wander with me Away from this sad world
Come wander with me
He came from the sunset
He came from the sea He came from my sorrow
And can love only me
Oh where is the wanderer
Who wandered this way He’s passed on his wandering
And will never go away
He sang of a sweet love
Of dreams that would be But I was sworn to another
And could never be free
Foi assim que eu nunca chorei tomando vacina, anestesia, que nunca tive medo de ser retalhada, cortada, costurada, esvaziada em vários tubinhos de sangue para constatarem qu eu estava – na verdade – muito saudável. Talvez eu devesse agredecer ao autor da frase acima, já que ele me tirou todos esses medos.
Talvez eu devesse mesmo falar aqueilo que ele dizia “Só posso te agradecer”. É, a ironia veio no sangue.
Mas antes de me mover com a mão estendida para este já estranho, lembro que, ao mesmo tempo, me passou outros muitos medos ao dizer que “a gente pode ser enganado por quem a gente mais ama e confia”. Valeu, papai.
He taps at my window
Willing that I let him in
I don’t think I will though
My heart’s taken, I won’t tell him again.
Maybe I’ll write him a story
And maybe I’ll fall asleep in his arms.
Maybe I’ll wake up lonely and fall unawake again.
And until you calm me down
Race around this town
Trying to find, oh, an emotion you cannot deny.
I will not have him treat me this way.
And Mother, I blame you.
Therein trying to be you again
For I have become you,
And I know every part of the game
And Father, I love you
But how can you watch as I push her away?
I cannot forgive you for bringing me up this way.
Maybe I’ll write them a story
And maybe I’ll fall asleep in his arms.
Maybe I’ll wake up lonely and fall unawake again.
And until you calm me down
I race around this town
until you calm me down
I race around this town
Trying to find, oh, an emotion you cannot deny
I will not have them treat me this way.
So tap at my window,
Maybe I might let you in.
I don’t think I will though,
My heart’s taken, I won’t tell you again
personagem morreu de vez. Não sei se é o ambiente ou o jeito mesmo….mas às vezes é tão forçado em parecer feliz que acaba sendo…..bonitinho/irritante, depende do dia. Como diria mais de um amigo, “é uma cilada, Bino”
Eu sei que você sabe
Tu sabes que eu sei
Ele sabe que nós sabemos
Nós sabemos que ele sabe que nós sabemos
Vós sabeis que todos sabem
Eles acham que sabem o que sabemos, mas a gente sabe que só nós sabemos o que há mesmo para saber.
PRESENTE DO SUBJUNTIVO
Que eu saiba cada vez menos
Que tu saibas que eu sempre soube
Que ele saiba para nos apartar
Que nós saibamos deixar de saber
Que vós saibais, mas não muito
Que eles saibam, mas finjam que não.
PASSADO NÃO CONJUGO OU JULGO. FUTURO NÃO CONJUGO OU TENTO ADIVINHAR.
Ontem baixei “City Lights”, do Instituto, FINALMENTE! Acho que foi assistindo “Nome Próprio” no cinema, sozinha e…bem…puta, vi o trailler da série da HBO que ia começar um mês depois. Fugindo de um, enganando outro, odiando um outro. O fato é que eu ouvi essa música e fiquei lá…extasiada. Ontem, voltando pra casa, ouvi essa música repetidas vezes, sem parar de sorrir. Não conseguia parar de sorrir. Eu não conseguia…Vendo que o cobrador me olhava, fechei a cara, baixei os olhos, agarrei as medalhas do pescoço e me perguntei se estava mesmo vacinada dessas alegrias repentinas.
Paguei uma segunda volta naquelas montanhas-russas de madeira, as que dão sensação de morte próxima, as que podem despencar e se desfazer com você dentro a qualquer momento. Pelo menos, era o que parecia.
É possível torcer contra si mesmo? Perfeitamente. Queria era mais que aquela montanha explodisse mesmo, para exorcizar tudo de ruim (e de bom).
Não tem como explicar esse tipo de coisa sem analogias (já que tenho falado muito pouco claro esses tempos). Hoje, o que parecia tão perigoso e suicida, virou algo quase sempre agradável e até divertido. ERASE REWIND.
Ainda existem umas pistas de que não tenho sangue de barata, personalidade de banana, índole de santa, vocação para Madre Teresa….”óóóóóóóó, irmããããããããoooossssss, vaaaaamooooossss peeerrrdddoooaaaarrr”.
FOWARD. quem te arranca risada não pode ser de todo mal. E agora não pago bilhete para nenhuma brincadeira, não as que podem me lançar em queda livre.
só se te virasse do avesso. se te desmoronasse e te fizesse novo de novo. só se te apagasse com borracha e branquinho. só se te deletasse letra a letra. só se te despisse. só se te matasse e te ressucitasse. só se te tirasse os nós. só se te lavasse na máquina ou na mão. só se te reiniciasse. só se te restaurasse. só se te desamassasse. só se te costurasse os remendos. só se te colocasse sal ou açúcar ou pimenta. só se te colasse com superbonder. só se te parafusasse. só se te mandasse para a autorizada. só se te espalhasse querosene. só se te tirasse do antigo e te deixasse novo. novinho, novinho.
CAFÉ OU CHÁ DE CAMOMILA?
essa boa memória incomoda as ações impulsivas. “não sou lá muito esperta mesmo”. Gato escaldado tem medo de água fria ao que consta. Então sossegue o pito e para de agir assim. Lembra que acima do pescoço tem uma cabeça. Dentro dela um cérebro. Dentro dele uma longa história. E nessa uma lista gigante de motivos. E nesses uma carga grande de razão. E nela um caminho a seguir. E dele um outro, oposto. E esse o que você vai escolher, né bestinha.