Franz volta em março…ingressos começam a ser vendidos…EM OUTUBRO?!?!?!!?
ainda estarei falida, Kapranos.
Acho que o cosmos não quer que eu vá no show da banda…nunca na vida.
Franz volta em março…ingressos começam a ser vendidos…EM OUTUBRO?!?!?!!?
ainda estarei falida, Kapranos.
Acho que o cosmos não quer que eu vá no show da banda…nunca na vida.
(porque é tudo na razão do blues e dele no canto da mesa, lá atrás numa foto. Tudo na razão do blues, meu caro)
A woman left lonely will soon grow tired of waiting,
She’ll do crazy things, yeah, on lonely occasions.
A simple conversation for the new men now and again
Makes a touchy situation when a good face come into your head.
And when she gets lonely, she’s thinking ‘bout her man,
She knows he’s taking her for granted, yeah yeah,
Honey, she doesn’t understand, no no no no!
Well, the fevers of the night, they burn an unloved woman
Yeah, those red-hot flames try to push old love aside.
A woman left lonely, she’s the victim of her man, yes she is.
When he can’t keep up his own way, good Lord,
She’s got to do the best that she can, yeah!
A woman left lonely, Lord, that lonely girl,
Lord, Lord, Lord!
A viagem para Minas deixou lembranças doloridas. Minha panturrilha esquerda tá completamente destruida. Tão f*** que fui ver uma exposição no CCSP e não conseguia subir e descer as rampas sem mancar…vamo ver quanto dura essa firmeza nas pernas
…mas vamos às Post-It Cities. Já ouviu falar em cidades ocasionais? Nem eu. Pode não ter ouvido, mas já conhecia há tempos. Como muito das modernidades….o urbanismo tem os seus jargões, gírias, expressões chiquês. Na verdade não são cidades. São espaços dentro de grandes cidades que mostram um uso social incomum. Morar em carros, cemitérios, transar no meio da rua, fazer festas em jardins comunitários, os camelódromos, as fronteiras, as casas de lata, de outdoors…tudo entra nessa mistura de criatividade, necessidade e piração no espaço urbano. Não dá para citar todos os projetos interessantes que estam na exposição, mesmo porque alguns são bem difíceis de compreender, mas dá pra sair de lá repensando São Paulo. Por que tantos estacionamentos e poucas ciclovias? Por que favelas cinzas e não coloridas? Por que pontos de ônibus sem música? Por que projetos sem graça de embelezamento da cidade? Por que o resgate do Centro não dá certo? Por que as calçadas são totalmente quebradas e pouco funcionais? Por que muros brancos ou com porpaganda política? Por que é cafona tomar sol na laje ou no Ibirapuera? Por que não há saraus na hora do almoço na Paulista? Por que não há teatro de rua todo dia? Pra que polícia? Pra que política? Pra que ordem se não existe nem uma sombra de progresso?
Assim eu me sinto menos culpada de não ir :)

In site do Espaço Unibanco we don´t trust. Consta Waldick, consta Valdick….mas “eu não sou cachorro não” que é bom, nada. Corri pra Augusta. tinha sanfona, mais tarde, um francês mais cedo, um espanhol que me soa meio Bruna Surfistinhas´s Diary. Me sobrou o Lars. que é constrangedor, pesado…e a cara de uma segunda chuvosa.
(Acordar cedo nas férias é o fim da picada)
Pra viagem eu levei o livro “A Terceira Mulher”, do Lipovetsky. Eu tava bastante empolgada para ler, tava numa onda de “mulher moderna”. Sei lá eu porquê. O livro faz a seguinte viagem: divide em capítulos (amor, sexo, beleza, trabalho, militância feminista) a vida da mulher, mostra a transição da figura feminina ao longo dos tempos ( de “diaba” a anja suprema ohhhh), desconstrói a figura da mulher fatal. Seria bastante interessante se não fosse broxante.
Chego a pensar que homem nenhum (nem o filósofo francês) é capaz de entender “what it feels like for a girl”. Começa muito bem, falando que o amor já não é mais a agulha da bússola das mulheres, mas depois “amarela” e diz basicamente que mesmo a mulher moderna, que não tem tempo para nada, no fundo no fundo quer um homem do lado.
E não para por aí. Ele fala que as mulheres são reprimidas no trabalho, que são complexadas por uma série de pressões sociais, que têm uma falsa voz política mesmo entre os países desenvolvidos….Jura Lipo?…isso não é novo, não ajuda, não precisa ser muito estudado para cair nessas conclusões. Acredito, aliás, que essas constatações sejam mesmo um desserviço. A partir do momento em que até os intelectuais mais renomados caem em fórmulas velhas, pessimistas, acomodadas, nós mulheres estamos perdidas. Imagina a repetição (isso por séculos!) de que mulher é mesmo um ser que vive para estar apaixonado, que a opressão no trabalho não tende a mudar por culpa das características femininas, que o posto de privilégio é e continuará sendo dos homens…não vale a pena fazer nada…já que o mundo é assim mesmo e o que nos resta é aceitar.
Não estou dizendo que eu esperava um Lipovetsky feminista radical (movimento que ele critica e eu concordo). Mas de notícias velhas, ninguém precisa. Fiquei decepcionada. E não me digam que ele só fez uma leitura de dados reais. Se for assim, não deveria ter partido da prerrogativa que estamos diante da “terceira mulher”. Levantar as questões “para onde vamos?”, “qual a mulher deste século?” e nem começar a respondê-las não é justo. É fórmula fácil para vender livros para as coitadas que acreditam que, por algum lugar (eu, no caso, esperava na filosofia e feita por um homem), a terceira mulher está mesmo em formação.
Nessa semana, saiu no Daily Mail uma pesquisa interessante: uma em cada 20 mulheres NUNCA transou sóbria. Não sei se o número se aplicaria aqui no Brasil, acredito que não. De qualquer jeito, em termos globais, o resultado não é surpreendente, mas dá o que pensar. Segundo a pesquisa, isso acontece por falta de confiança das mulheres em sua forma física. ¬¬. Nenhuma surpresa de novo. É só triste que tenham levado a fobia pra cama (pro trabalho, pros filhos, pra vida…como fez questão de lembrar o Lipovetsky). Ainda na Inglaterra, a colunista Liz Hoggard comenta a pesquisa:
“O corpo nu é cada vez mais um ato de fé”.
O negócio é não nascer mulher?
Update: Ainda sobre minas…vale ler a matéria sobre culpa da revista TPM (que fez 8 anos e é a única revista feminina que se salva na maior parte das reportagens).
Trio Mocotó e Thalma de Freitas no SESC Vila Mariana.
Não poderia ter sido uma noite mais sambarock que essa. O Trio a gente já sabe, conhece, baba ovo, dança sentada na cadeira. Agora a Thalma…jesus…linda de rosto, de corpo, de voz…o novo álbum que ela disse já estar gravando promete uma brincadeira interessante de samba, bolero, rumba e mais uma música da velha aflição humana, aqueles amores mal resolvidos.
Mais que isso, eu não digo. Tô com sono e preguiça.
***
Putz….não curto mesmo Leela…cest la vie..eu tentei.
***
O que não é o cérebro né. Toda vez que eu vou digitar Cachorro Grande, escrevo Cachorro Louco. Vai entender essas tramas.
Acabou o relato de viagem. Agora a vida pode seguir. Em São Paulo. Desisti de Paraty…não quero ficar mais quatro dias sozinha…tive minha cota de total anonimato (hahahaha), isolamento e liberdade. Cansei. é sério.
Antes de embarcar de volta pra São Paulo (numa noite de total ansiedade), fiquei pensando se mudou alguma coisa depois dessa viagem. Foi a primeira que eu fiz totalmente sozinha. Eu que organizei, paguei e fui! Uma semana parece ser muito pouco, mas foi o suficiente pra eu me dar conta de muitas coisas. A primeira é que eu tenho uma família e sinto uma saudade imensa dela. Minha família de uma pessoa e dois cachorros. São Paulo é minha praia mesmo. Meu sotaque é daqui, meu andar é daqui (segundo um mineiro). SÃOJÃO é bem calma, Tiradentes é linda, limpa e organizada, Ouro Preto é um mergulho em cultura e história, os mineiros são educados, simpáticos, atenciosos, simples….mas eu me encontro mesmo é nesse caos aqui. Consegui desligar da minha rotina que já levava 3 anos e cacetada e minha saúde, inteligência, sanidade…Acordei cedo, dormi cedo, fiquei uma semana sem e-mails. Senti saudades também dos meus amigos, do povo do iG. São eles que fazem a vida ficar boa. E ela é. Muito. Senti falta de música e de cinema. Reconheci em cada paralelepípedo das cidades o que eu não dava muita bola no colégio. Não olhei relógios, não falei gírias e palavrões. Fiquei em duas poltronas número 7, um quarto 108, um 14, adorei os chuveiros, o Grande (vai uma foto dele aqui ainda), xinguei guias, adorei bebês, odiei excursões escolares. Acho que no final de tudo, nessa semaninha de nada, consegui colocar minha vida na balança e constatei um saldo positivo. Tava lá. Eu tenho uma família maravilhosa, moro no lugar que eu amo, conheci outros maravilhosos, amo muita gente e tenho que morrer de saudades pra valorizar isso tudo.

Esse é o Grande…que chama Pretinho, na verdade. Cachorro da pousada de Tiradentes…uma graça que não me deixava abrir o portão.
Já maluca de saudades de casa, esse dia tava mais do que esperado. Acordei bem cedo, tomei meu café, comi minha bolacha mole e fui descer ladeira até a Maria Fumaça para Mariana. Crianças berrando e penhascos à parte, o passei é bem bonito. Uma hora para ser bem bucólica e pensar na vida, admirar a beleza de nossa Mata Atlântica….tava tão politicamente correta….ai, ai. Chegando em Mariana…uma puta decepção. Tanto que a primeira coisa que eu mandei num torpedo para a nave-mãe (também conhecida sem o prefixo nave) foi : “cidade quente e chata”. Que me desculpem os marianenses, mas é bem chata. Subi um morro pra chegar numa igreja que tava fechada. Desci serelepe e esperançosa e visitei duas…..duas? Siiim, igrejas….uma do lado da outra. Uma ainda tinha o fachada desenhada pelo…pelo? Siiiim, Aleijadinho…ainda era interessante. Uma americana colou em mim achando que eu sabia o que tava fazendo….eu não sabia. Tava procurando um lugar para comer. Ainda andei um tanto, fui na igreja da Sé deles (essa bem melhor que as outras duas) e voltei pro trem do trem. Fiquei lá uma hora até sair a Maria Fumaça. Mariana e eu não nos demos bem.



Voltando para Ouro Preto, a glória! AHHHHHH….Igreja de São Francisco. Linda e é São Francisco né. O santo mais firmeza de todos. (não fui batizada, nem catequizada, me deixem em paz) e depois Museu do….do….do? Aleijadinho! Só depois de dias e dias ouvindo falar e vendo a obra dele que eu fui atinar do talento do sujeito. Ele simplesmente deixou santos e anjos com cara decente! Decente entende-se por harmoniosa, bonita, escandalosamente perfeita. As igrejas que ele desenhou então são o próprio paradoxo. Era quase profano o jeito de racionalizar aquela onda divina toda. Não sendo uma especialista em arte sacra só posso dizer que até os leigos se emocionam de conhecer o trabalho e a vida do homem. Depois fui ler que tem gente que acredita que ele nem existiu, mas, gente…tem uma vértebra e um metacarpo dele no museu, pelo amor (é. tem….fui do céu ao inferno vendo um pedaço de osso de quase três séculos de idade…Aleijadinho revirou imenso na cova).
(Sem fotos…porque, como disse um mineiro numa igreja lá, eu sou uma menina comportada e respeito as placa, uai)
Ouro Preto é mesmo tudo o que falam. Você anda feito um camelo pelas ladeiras e naquelas pedras, mas vale muito a pena. Eu comecei o roteiro por um lugar que eu nem tava cogitando conhecer: Horto dos Contos. Pensava…parque por parque, tenho o Ibirapuera a 20 minutos de casa. Ainda bem que eu errei o caminho (as tais ladeiras desnecessárias de novo) e cheguei lá. Lindo, bem cuidado, com uma vista maravilhosa da cidade toda. Parece aqueles bosques de conto de fadas…adorei mesmo.

Depois de muita mata, fui para o Museu de Arte Sacra (não é assim…suuuper legal, mas é “bão tamém”) e na Igreja Nossa Senhora do Pilar, uma das principais da cidade (aí eu já tava meio de saco cheio de ouvir Aleijadinho pra lá e pra cá…mas eu já ia mudar de ideia, vai vendo). Depois Casa dos Contos, que não parecia lá tão interessante já que fala da história da moeda no Brasil (e sabe como é, “pra onde eu vou, não precisa de dinheiro”). Depois de muito money, money, money, money…mooooooney, a história fica interessante. Documentos dos incofidentes, uma senzala (experiência altamente clastrofóbica e, pasmem, incrível), letras miúdas, um guia gato…uhum. onde eu tava? Ah, e uma exposição com cem releituras do quadro da Monalisa. fantásticas… Moonalisa…ai.
O top dos tops em Ouro Preto e acho que da viagem foi o Museu da Inconfidência, meldels. As aulas de história, lá esquecidas no pré-vestibular, vieram num flashback…hahahaha. Os personagens das cartilhas (sempre com aquelas descrições chatas) estavam lá, na minha frente. É um banho de história.
Outra coisa (que eu já devo ter dito e provavelmente vou repetir) é a gentileza e a “militância historico-cultural” dos mineiros. Os vigias do Museu sabem te contar detalhes de cada centímetro das salas de lá. Não me parecia decorado. Cheguei a conversar com um deles na saída e senti muito forte o orgulho que eles têm do lugar e do período histórico que, concordando ou não, colocou Minas no mapa. Por mais controverso que tenha sido o movimento (zzzzzzzzz….), foi nossa história, foi um rumo, uma luta, um fato que todo mundo deveria pelo menos conhecer…mas quem liga pra política não é mesmo? Se a gente tomava no c*** com Portugal, hoje a gente toma com mais coisas…
Dei um pulinho no Teatro Municipal que, apesar de bem pequeno, é uma graça. E te deixam xeretar tudo. Palco, plateia, camarote. Depois fui na Igreja Nossa Senhora do Carmo. NÃO QUERO GUIAS!!!PAREM DE ME ENCHEEEEER! Não sei se era a abordagem pentelha dos caras ou a minha má vontade em pedir ajuda e informação (meu lado macho fala muito alto nessas horas), mas o fato é que eu não aceitei guia em lugar nenhum. Eu tava com o meu guia na mão e ia lendo…pescando o que os caras falavam para os outros turistas, conversando com o pessoal dos lugares mesmo. Acho uma puta enrolação o cara te cobrar para palar que a igreja é assim ou assado. Tá bom, eles precisam ganhar a vida….mas eu não tava franciscana.




(eu tentei tirar uma foto panorâmica da praça central de Tiradentes….não deu lá tão certo mesmo….)
Dia limbo. Acordei com as cigarras pra variar. Andei pela cidade, fui ver o centro cultural, mais uma igreja, as lojinhas…comprei pilha…Enrolei muito. Tudo porque eu tinha que voltar pra SÃOJÃO pra ir pra Ouro Preto, mas o ônibus só saía de lá às 18h15 (era isso ou às 2h da madruga…). Enrolei, enrolei, enrolei. Saí de Tiradentes às 15h..cheguei em SÃOJÃO às 15h20….fiquei esperando o ônibus até as 18h45 (atrasou, off course).
Fui chegar em Ouro Preto às 23h e tralalá debaixo de uma puta chuva. O primeiro pensamento ao chegar na pousada foi: “olha o buraco em que eu fui me enfiar”, mas tava tão exausta que capotei e tive o melhor sono da viagem toda…numa cama dura, com um travesseiro baixo e passando frio. há! (entoando o mantra: “pousada barata não é hotel, pousada barata não é hotel”)
Depois de uma noite totalmente chata e um despertar muito irritante com cigarras-filhas-de-umas-cigarras-putas (Dizem que as cigarras morrem depois de “cantar”, né? Será? Tomara. Elas merecem. CARALHO!)…a depressão. Ai, me anima, que eu tô bucólica! Numa homesick total…
Levantei, sacudi a poeira e fui subir ladeira.
Museu Padre Toledo, a descoberta que Lavras chamava Lavras do Funil em 1813 e um guia japonês semi-gato (é. japonês. No primeiro ano da faculdade eu brincava que não era da miscigenação…história longa, tá… tem nada a ver com preconceito…mas o japa era mesmo semi-gato. Graça). Falando em PUC….saí de JUCA nesse dia…hahaha…com a camiseta do JUCA, vai. Achei que nunca mais ia me vestir de “Febre Amarela”, mas tava frio e eu precisava de uma manguinha….o que me rendeu o apelido de “de amarelim”. “Ô, de amarelim!”. Não olho. “Ô, menina de amarelim”. Olhei. “Tem um papel caindo do seu bolso”. Agradeço e saio andando. No dia seguinte…vestida de preto…encontro o sujeito novamente e ele me chama de quê? Sim…”de amarelim”.
Passeio por mais umas duas ou três igrejas…e lembrei do site “Jesus, Olha o Passarinho”, claro. Tem muito material lá gente…Ri sozinha. so-zi-nha. :(. Tinha um São Jorge, gi-gan-tes-co em uma das capelas….(e incrivelmente horrível)…falei baixinho um “Vai Furintiá” pra fazer graça e tinha gente ouvindo….ai, vergonha. Jeca, jeca, jeca…
Almocei prato típico (claro…turista jeca que sou): tutu de feijão e mais um mundo de arroz, salada, torresmo, lombo, couve…Comi feito uma porca, Jesus Cristo Superstar!
Conheci um maconheiro lá no morro do lado da pousada e, gente, mineiro e doidão…..é muito difícil entender o que eles falam. Desisti. Fui jantar (tava na vibe de me entupir de comida MESMO). Quase caí na pedofilia. hahaha….Explico (mãe, eu tô explicando!). O guri era lindo, lindo, lindo…..mas 17 anos….não dá. Contando que em quatro dias eu só tinha avistado 4 mineiros ô-lá-em-casa (propaganda enganosa que fazem pelo Brasil)… a criança era uma atração a parte na cidade né.
A cidade é linda mesmo….mas não dá pra ficar muito tempo porque não tem o que fazer. Fui dormir ciente de que o dia seguinte seria de tédio. e foi…mas conto já.



Dia de ir pra Tiradentes. A primeira lição básica de Minas (e acho que de mais lugares) é: no ônibus se entra por trás e não pela frente, como em São Paulo. A história surreal do dia foi justamente no ônibus. Uma mulher entra e me pergunta se ele vai pra rodoviária. Ia. No caminho ela me pergunta o nome, a origem, a profissão…já fiquei meio assim….Descemos do ônibus e ela vira e fala: “Ah, eu tenho duas filhas na faculdade em São Paulo e queria arrumar uma amiga pra elas…você não quer me dar seu telefone?” ÂHN?
Chegando em Tiradentes, obviamente eu peguei uma ladeira desnecessária…o que me deixou irritada e suada. De qualquer jeito, nóis disfarça:



Fui na igreja Matriz que é linda e você tem a agradável experiência de andar em cima de gente morta. Explico: antigamente, enterravam a galera no chão das igrejas. Fui saber isso lá…pisando na “cova” número 105. Mal galeris. :0
O primeiro dia foi perfeição até umas 15h….que foi quando fechou o tempo e caiu uma puta de uma chuva. Fiquei de boa na pousada com o Lipovetsky…aquele velho machista.
Digressão do dia:
“A rua é estreita, mas a banda é larga”. É o que diz a lanhouse. Queria ter visto isso antes do Mac. Menos uma história de viagem. Eu não entrei na lanhouse…passei uma semana sem e-mails, sem MSN, sem iG….mas não sem Oi! Um porque a mulher me ligou em plenas férias pra eu checar um trem no Portal de Gente….outra porque a Oi está em todo lugar…e quando eu digo isso, não é propaganda…é a mais pura verdade:
Aonde está a Oi nesta foto? (Vai que vc acha)

Inventei de ir pra SÃOJÃO num fim de semana.
Olhava prum lado:

Olhava pro outro:

Só lá mesmo pra eu acordar cedo e ir á missa. Claro que sentaram velhas papa-hóstias do meu lado, claro que elas me encheram de perguntas (da onde vc vem? q vc faz? mimimi) e claro não gostaram de eu estar com os joelhos de fora na igreja (Joelho é coisa de Deus!). E não é que, mesmo assim, gostei da missa? O padre falava muito engraçado, a música que tocava às vezes era bonita e consegui sair antes das velhas me morderem.


Depois da missa, um Memorial do Tancredo Neves insano. hehehe. A história da vida dele cabe toda nesse rolinho aí. Brincadeira. É bem interessante e você já entra esperando um alto puxa-saquismo, mas é um dos lugares mais organizados e pró-turismo da cidade.
Depois fui andar, andar e andar. Peguei ladeiras íngremes e desnecessárias, passei um tempão conversando com um nativo (nativo…parece que o cara é índio). Como mineiro fala, meu deus. Você lança qualquer tópico e eles conseguem desenvolver e puxar sardinha para o Estado, claro.
São João Del Rey morre de ódio do Yves-não-lembro-o-nome, um diretor na Globo que já morreu, porque ele se encantou por Tiradentes e não deu muita bola pra Sãojão. Depois eu viria a concordar com o morto…mas isso fica pro dia 3.
Cheguei em São João Del Rey às 16h30 (saí de São Paulo às 9h. ai). Foram mais de sete horas de viagem e nenhuma foto do trajeto porque seriam todas iguais: mato, mato e vaquinha, terra, cidadezinha x, mato de novo, vaca de novo. Passei por Lavras (cidade da minha mãe, da minha vó e anteriores). Chegando em SÃOJÃO, a constatação: escalas de mapas do Google Maps são muito, muito, mas muito enganosas. A cidade era gigantesca e a Meninona (minha mochila) tava pesada bagarai. Andei um bocado, mas fui recompensada…tinha piscina na pousada. No caminho foram “devoradas” duas revistas e algumas bolachas de água. No dia só deu tempo de dar umas andadas e jantar.
Digressões do dia:
*Eu tenho uma testa gigantesca mesmo
*tem coisa mais perfeita que céu estrelado do interior? que chopp servido por garçom mineiro?
*Começo a leitura de “A Terceira Mulher”, do Lipovetsky. Homens têm um pinto, mulheres, dois peitos. Ponto pras meninas!
Naquele mesmo dia…
Tudo ia bem até um casal resolver mostrar para o resto da pousada o quanto se ama. 3h30 da madruga e ao som de rocks clássicos, gemidos e gritos vinham do andar de cima…enfim…
Sou super a favor do amor, gente, mas respeita a fiel que acordou 6h, enfrentou horas de viagem…
AHHHH…voltei ontem da viagem. Ontem tava num cansaço sobrenatural depois de 11h e pouco de estrada. Mas valeu, valeu muito, people. Ia contar tudo num outro blog, colocar as fotos num Flickr…mas acho que bom é usar essa maloca aqui mesmo. A bagunça continua. vou por ordem cronológia, sem critérios de relevância, porque não é um blog de turismo.
Escrevendo na zona da mente. Feliz, feliz. Ouvindo Paulinho da Viola (show dele dia 18..oê!). Pela prima vez, vou usar tags, para organizar um tanto. E aos poucos. Não dá pra contar uma semana de Minas histórica em um post ou um dia. Bora!
19 – São João Del Rei
21 – Tiradentes
23 – Ouro Preto
25 – Mariana
daí dia 26 eu volto….um Trio Mocotó básico no domingo. Dois dias pra São Paulo não sentir muito a minha falta e depois (se Deus quiser e São Pedro não empatar) Paraty!
(que me perdoem os sambistas (não só pelo que vem a seguir…), os emos, os clássicos, os calypseiros, mas um dia morno de quase tédio pede mesmo é rock)
(Tô há tanto tempo sem escrever resenhas de verdade que perdi a mão….por onde começar? Hum)
Já tinha ouvido duas músicas da banda e confesso: não tinha curtido muito. Mais uma vez, é confirmada a minha, a sua, a nossa, a tese do Faustão de “quem sabe faz ao vivo”. E eles sabem. Num micro palco do fórum da Fnac Paulista. O lugar é pouco…auspicioso (como disse Fátima Bernardes no JN ontem). Fica do lado do café, lotado de uma galera que quer descansar os pés da avenidaça. Cadeirinhas na frente são legais para concertos, para sambinhas tranquilos, para contadores de histórias, mas para eles….ah, não. De qualquer jeito, a banda “Ela Disse” me surpreendeu, virou o dia (que tava tão chatinho).
Formada por Chico Mitre (que é lá do iG. olha que coincidência, menina!), Tchago Kochenborger (uma graaaaça. parecia guri de tudo, mas Google revela que não tanto, viu) e (me parece que a partir de hoje) Pedro Ronzoni, a banda reuniu um público bem pequenininho, porém altamente satisfeito. ié. Como toda banda que sai dos undergrounds da vida, uma hora é preciso esse choque de mainstream hehehehe
….voltandoooo.
Foi meia-hora de show com músicas que ninguém sabia a letra ou o nome (ainda). Vale colocar o link de novo para o MySpace dos meninos (ao vivo é trilhões de vezes melhor, repito. Porém, “Providencial” é simplesmente foda, seja gravada, seja ao vivo). O trio se completa: o guri Tchago parece realmente se divertir, fica de frontman (uma graça 2 e bão), Pedro quase estoura a bateria (porra, os bateristas são sempre os mais escondidos e os mais fantásticos) e Chico é correto, reto, sério e toca uma guitarra de outro mundo (exagero? pode até ser…mas tenho visto tanto babaca que acha que toca bem…quando aparece alguém decente, é um acontecimento)
Antes da saideira, um cover de Queens Of The Stone Age. Nessa hora que você faz um “ahhhhh, putz….mega saquei vocês agora”. Eu, pelo menos, preciso comparar bandas e sons para me situar…um defeito. Quando veio “Lost Art Of Keeping A Secret”, pesquei uma referência e já amei a banda de paixão. fim. e todos viveram felizes para sempre. :) NOT
* para ser um quase-resenha minha é preciso mais do que uma descrição do show. há!Fiquei totalmente nhó (achei muito fofo, meigo, lindo) a presença de mães e de avós de membros da banda no recinto. Ah, quase chorei. Impagável o orgulho daquelas pessoas…igualmente impagável os gestos de carinho dos meninos com a família lá lambendo a cria.
*Xeretando no Google, vi que o Tchago e o Pedro são da banda Leela. Putz….eu ouvi poucas vezes e não curti. Tenho um preconceito gigantesco com bandas de rock com vocais femininos. Feio, feio, muito feio! Uma segunda audição dos CDs da banda. JÁ!
Esgotam ingressos para show do Franz Ferdinand em SP (queria dizer que estou cagando pra isso, mas seria mentira. para me curar desse mal, dessa dor-de-cotovelo musical, espero estar indo para Paraty no dia 30 e não ter nem a chance de lembrar que o Kapranos esteve por aqui)
O Ugly People Studio recruta quem vive longe do universo fashionista para ensaios que procuram a beleza do cotidiano (feio é o novo bonito)
Humor: como reconhecer (Tiago, um dos nobres colegas de trabalho, mandou. ohn. :) )
“As pessoas andam, já há algum tempo, muito chatas. Tudo, de repente, precisa ter alguma utilidade. Quando falamos de acessórios, então, parece mais um banco de recursos humanos, um com domínio em arquitetura, psicologia, três idiomas e pró-ativo. Se esse tal de consumo inteligente, significa usar um cinto só porque ele segura as calças ou calça marreco só porque vai atravessar um brejo, devemos organizar um boicote a essa catarse moderna. Aliás, pensando melhor, calça marreco não deve ser usada em hipótese alguma.
Agora com a vinda desse oba-oba de nova roupagem, penduricalhos e balangandãs, a gente precisa mesmo é da bonita burra. Precisa falar inglês, não. Caiu bem, ficou estilosinho, tá tudo bem, tá tudo ótimo. O que vale é não cair na mesmice. Desde quando suspensórios com camiseta é motivo de festa junina? Outro dia, um menino criou o maior fuzuê frenético numa festa porque eu estava com essa coisa absurda aí de cima. Veja você, algumas semanas depois, eu o vi na rua de terno e Nike Shox.
Ângulos. Cada um com o seu, né?
Vamos é desistir de parecer inteligente e relaxar. Tem gente que lê muito, outros preferem viajar, ou bater papo na internet, assinar revistas, acompanhar a moda, baixar mil músicas. No final, cada um tem sua utilidade dentro da sua própria inutilidade. Se você acha que é um ser humano melhor por ter ficado o dia todo no escritório, mesmo não tendo criado nada e só cumprido o protocolo, muito bem. Enquanto você existe, tem muita gente lá fora, nas ruas, assimilando o que põe o mundo em movimento, comendo com os dedos, cobrindo os olhos do sol forte e, imagine você, vivendo.”
“O Gigante”. Fofo, bom, simples, despretensioso, para assistir junto ou com muito amor nesse coraçãozinho :P

“Os Normais 2″. Ruim, desnecessário, duas risadas.
deixei um comentário lá no blog do Mauricio Stycer…depois fiquei cozinhando o que disse. cozinhei, cozinhei…”às vezes, simpatia é só simpatia”. hum. por muito tempo, acreditei que qualquer mínimo gesto das pessoas vinha com algum interesse, culpa, estratégia. mas não. às vezes, a maioria delas até, é só o gesto. um olhar é só um olhar, um “oi”, um “bom dia”, um sorriso, um papo furado, uma frasezinha (“eu não quero seu mal”). parece que tá ficando mais fácil ser feliz. é só se despir de complicações, de planos. ah, ando amando muito esse ócio. existe mesmo muita vida lá fora, Yann.
“tem dado nós para que eu caia em tentação
fez rasgar toda grande negra mágoa
nas pontas dos pés, pulando poças d´água
me viu cair sem me resgatar do chão
se não tivesse lente grande para mirar
corria os dedos nas linhas minhas
mas puxou de lado fé mesquinha
ao inferno nos jogou em júri militar
desgraçou, amor.”
(o mais patético é eu contar nos dedos os dias das férias….ai, ai)
Museu da Língua Portuguesa
Eu nunca tinha ido lá. Puro desleixo. Camões nunca tinha me emocionado, até hoje. Fernando Pessoa ficou ainda mais especial. Oswald e Mário de Andrade são gênios, desde sempre. Mas quando veio Juó…ah…na voz de Juca de Oliveira…caí no choro. Se de alguma coisa valeu meu TCC foi ter conhecido Bananére. E mais tantos caem sobre nossas cabeças na apresentação multimídia. Graciliano Ramos (li o trecho da morte de Baleia de “Vidas Secas”. Engoli seco…com o perdão da repetição e da rima), Guimarães Rosa, Gregório de Mattos, Haroldo de Campos, (senti falta das mulheres…e elas existem. Clarice Lispector…onde estais?) Me derreti e fui escorrendo pelos três andares do museu. Encantada como criança. Na última etapa daquela viagem….la France. Vive la….shhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh…..
Ano da França no Brasil merece. Francês é uma coisa meio redonda…bolha de sabão que estoura num sussurro. Acho sexy, acho culta, acho macia. Estática pela estação São Paulo Paris, vejo a luz. aquele piano do qual todos falam. um senhor maltrapilho esperava para tocar o instrumento. seguro o peito. disparado o coração como nem paixão faz assim.
Mas foi na bailarina que eu parei e saquei o celular. Já disse que fiz balé e odiava? Felizes são as bailarinas das caixinhas de música. a girar num mundo redondamente belo, numa rota eterna. Click.
Saí bochechando o francês, no meio de uma excursão de escola. Fui respirar na Luz. Como é linda. Como é viagem no tempo. Estava em outra São Paulo. A São Paulo dos parentes que não estavam lá. Da minha história de imigração que foi apagada e não estava lá. Da minha família que chegava nas estações de trem que não eram lá. Adotei a história dessa cidade como minha. Sou mistura de japonês, alemão, francês, italiano, libanes, grego, espanhol. “O meu pai era paulista, meu avô pernambucano, o meu bisavô mineiro, meu tataravô baiano…”


Lá vai o Stycer cortando barato:
Qual é a graça de ver um estrangeiro “abraçar” a bandeira do Brasil?
(começo de férias é assim né? a gente aproveita a cidade na qual vivemos por 23 anos e só agora sabemos que tem mesmo MUITA coisa pra fazer)
Seu Olhar Gentil, no Auditório do Ibirapuera
O show de ontem a noite reuniu uma grata surpresa Bruno Morais, um genial Rodrigo Campos e um autista Romulo Fróes. Explico: esses três artistas têm em comum uma referência nem sempre direta, mas muito muito rica no samba e na boa e velha MPB. (Viva o português, minha gente! Língua sonora, lapidada em qualquer ritmo ou todos eles juntos!)
Caso a caso
Não conhecia o Bruno Morais. Acompanhado por uma banda afinadíssima (entre eles, Guizado. PUPF. pago um pau forever!), fez o show mais interessante da noite. Me derreti imenso pelo “Hino dos Corações Partidos” e fui que fui em todas as outras faixas do “A Vontade Superstar”. Gingado, envolvente, dançante e….coisa pra se ouvir ao vivo mesmo. O CD (baixado meia hora pós show) me parece um tanto decepcionante e chato perto da presença homem-banda.
Não conhecia o Rodrigo Campos também. Foi ele que abriu o show a três. Lindamente. Pendurado magrinho e despretensioso no cavaquinho, encurvadinho, de pernas cruzadas, de boina daquelas de velhinho. Uma graça. Um encanto. Um sambinha, mais um, mais dois. Até chegar a mina que canta como criança. Em “Seu Olhar Gentil” “Amor na Vila Sônia”, subiu um nojinho daquela guria sem graça. Samba é coisa de menina coxuda…hahaha. E ela tão magrinha, tão loirinha, tão Oscar Freire. Minutos depois calei a minha boca. Em “Mangue e Fogo”, a garota despertou. Não sei se foi a luz ou se foi um “chupando oficial por dez real”, paramos todos de bocas abertas e aplaudimos, bobos. Enfim, o cara é genial. Cada música é um ode à São Mateus. Perifa beeeem longe dos acarpetados do Auditório.
Chegou o problema: Romulo Froés. Eu tava lá para assistir o cara. Ouvi num blog aqui, ouvi um moço acolá. Acreditei nas virtudes do moço (que são, sim, verdadeiras). Mas era igual se ele tivesse mandado um rádio com CD dele dentro pra tocar no palco. Com o Rodrigo e com o Bruno, ia bem, ia muito bem, apesar da penúltima partilha de Nelson Cavaquinho ter soado extremamente antipática dele para com os outros dois. Mas sozinho….hum. prestei mais atenção na banda. Muito mais dispostos, animados, quentes. O Romulo me parece meio “totem”. Um totem de qualidades musicais inquestionáveis, mas muito apático a tudo o que rolava. Parecia ter ido a um show na sala de estar da tia, sem vontade, sem cor. Será que são todos assim? Um dia apareço num dele só e tiro a prova.
Sebo do Messias
O único lugar em que pó é tolerável, em que quatro livros dos bons só te tiram R$ 41 pila da conta.
olhava aquele aquário, onde passava a imagem de uma moça nua. duas outras moças conversam atrás de meus ouvidos:
- E o que foi?
- (…) saudade.
Por um segundo, pensei que fossem videntes. que tivessem lido os pensamentos pelas minhas costas.

Luiz Braga, Campo Marajoara
(tenho muitas)
Show do Beirut
Caminhando da Faria Lima para o Via Funchal, um carro tocava alto “Nantes”. Já caminhei com as sapatilhas de oncinha pelo banco de areia quase me segurando para não correr. Chegando na frente da casa de show, um batalhão de pessoas absolutamente normais! (um alívio pós show da Cat Power). Arrumei uma mesa muito perto do palco, tava querendo sentir até o bafo de whisky do Zach Condon (NOT!)…mas essa é outra história. Onde eu tava? então. Uma família sentada na minha frente, uma professora de São José dos Campos na minha mesa e o palco NA MINHA FUCKING FRENTE! hahaha…ok. parei.
A banda Manacá fez uma abertura espetacular. O ritmo é lindo (em vários momentos me lembrou fado. Uma carga Madredeus foooorte). A Letícia Persiles é linda, afinadíssima, sensualíssima, uma inspiração. Para quem não conhecia, acredito, uma ótima surpresa. Para quem conhecia, a certeza de que banda boa é banda de shows bons. E nessa parte entra o Beirut.
Primeiro um mini-flashback:
“sou só eu ou essa música do site de “Capitu” é muito muito muito muito boa?” (neste blog 26/11/2008)
“(…)o Marcelo* (que cuida de homes, tem o blog de música mais legal do universo e faz um barulho interessante quando anda). Enfim…tudo isso pra falar que colocaram a música do site de Capitu (que eu surtei imenso e coloquei nesse post aqui). Hoje, quando resolvi ouvir (banda: Beirut. album: Lon Gisland), quase chorei. Fiquei meio triste de não ter quem abraçar assim de imediato.” (neste mesmo blog 01/12/2008)
*Aqui um adendo importante. Esse Marcelo do post, por uma coincidência maravilhosa, agora é meu chefe e tirou fotos lindas do show de ontem.
Fim do flashback
A primeira música: “Nantes”. Não demorou mais nenhum segundo e todos estava de pé (a casa toda) e assim ficamos cantando cada musiquinha. Zach falava português pra lá, português pra cá. Uma graça. Ah, então. Sabe aquele guri nerd que todo mundo acha estranho no colégio? Pois é. Ele cresce forma uma banda e fica….fica…fica bem que bastante interessante. há! ok. voltemos.
Todo mundo parece gostar e conhecer “Gulag Orkestar” e !The Flying Club Cup”, mas “March of the Zapotec”, confesso só vou começar a ouvir com carinho depois desse show. Quem diria um bando de jovens ouvindo cello, cornetas, acordeon” Numa festa, orgia, balada, loucura. Ah, mas fica bem melhor. muito melhor.
Num show, o mínimo que se espera é um BIS. Para dar aquela provocada, aquele último soco. Quem mandou falar que podia subir no palco? Seguranças malucos, puuuuutos da vida. Não, ninguém subiu. Mas a massa se aglomerou na frente do palco, naquela área VIP (VIP DE MIERDAAAAAAAAAAAAAA). Eu não fui. Subi na cadeira (ápice da anarquia subir na cadeira do Via Funchal, huh?). E consegui acenar com meu lenço pro Zach. (ele viu? parece que sim, mas talvez não…quem liga). Em êxtase, uivamos todos por um segundo BIS. e veio. e arrebatou. arrematou. matou.
Vontade de segurar aquelas bochechas brancas daqueles menininhos do palco e agradecer. Foi lindo.
Não tem como escrever melhor que isso. Um pq eu não estou sendo paga para comentar o show, dois porque não há a mínima possibilidade de alguém que estivesse do lado de fora daquela plateia entender o turbilhão que foi esse show. ufa.
SP Arte-Foto
Já disse que eu tenho muita inveja dos fotógrafos? Tenho. Eles conseguem captar uma imagem que existe, mas só vista com um certo olhar, num determinado momento, com uma certeira coragem de mostrar que o mundo é isso aí ó. Lindo.
Já disse que odeio povo do Shopping Iguatemi? Odeio. Uma exposição que, supostamente, visa popularizar a fotografia contemporânea não pode ser tão escadalosamente esnobe (coquetéis? Champanhe? ENFIEM NOS SEUS **********)
Fernanda Young Nua
Não, não vi nenhuma foto. Nem pessoalmente. Li os dez motivos que ela deu para posar nua e pensei. “Ah, vai cagar no mato. Você quer andar pelada e ouvir um ‘gostosa’ como qualquer outra mulher no mundo.” Me dá nos nervos esse feminismo às avessas dela. Assumamos, mulheres, que é ótimo se sentir gostosa. Assumamos que para isso não precisamos nos rebaixar ao ápice da vulgaridade que é a Playboy (principalmente a brasileira). Assumamos que o mundo seria perfeito se ninguém enchesse nosso saco porque demos na primeira noite, se nos tratassem como cabeças pensantes no trabalho, se homens pensassem um tantinho assim e percebessem que além da dita cuja e dois peitinhos e uma bunda temos um coração (ohnnnnn) e massa cinzenta. À merda vc, Young.
Tinha até mais coisas pra falar….mas me cansa…ai, que preguiça.
Férias. dia 3! hj não saio mais. Fim da novela. Mariquinha estoy.
Ainda tô tão baqueada…mas as resenhas, resenhas mesmo expressam boa parte do que minha (falta) de voz poderia contar:
Com carisma e frases em português, Beirut faz carnaval balcânico em SP (G1)
Beirut se apresenta em São Paulo com ingressos esgotados (UOL)
e…perdoem os outros portais…não querendo puxar sardinha, mas já puxando…
Com público na mão, Beirut faz festa cigana em SP (iG)
A não-resenha vem, uma hora ela vem.
num fetiche nerd…
(em casa, pós-Beirut. Acabada, feliz, rouca. a não-resenha do show amanhã)