Bilhetinho
eu fui. eu vim. saí. cheguei. voltei. corri. fugi. parada que não. imóvel não pode. roda dentada em maquinária. Quem precisa saber, pergunta. Quem quer saber, descobre. Quem pode saber, conquista. Aqui é só labirinto. Montanha russa.
eu fui. eu vim. saí. cheguei. voltei. corri. fugi. parada que não. imóvel não pode. roda dentada em maquinária. Quem precisa saber, pergunta. Quem quer saber, descobre. Quem pode saber, conquista. Aqui é só labirinto. Montanha russa.
rafael masarico disse
esquina, arrastando os sapatos (não, são tênis), vai o menino triste. Meio manco, parece. Com a cabeça em direção aos blocos de concreto, como se fosse mergulhar para o asfalto, o menino triste só tem olhos para o chão. O menino triste fala baixo e não olha para os lados. A discrição é tamanha que passa quase desapercebido quando está longe da grama, quando não tem os pés descalços, quando perde a confiança inédita e rápida de um menino normal. O menino triste fala e volta atrás ou nem fala, com medo da voz sair mais alto que o usual. O menino triste se assusta com um aperto nos dedos, com algum olhar que não é de solidariedade (para variar). O menino triste se ilude com as pessoas esqueletos de edifício e se joga no abismo para ficar cada dia mais triste quando tudo ruir. O menino triste, com as mãos nos bolsos, escuta as músicas chorosas para sofrer ainda mais. O menino triste não quer amor, o menino triste espera alguém que segure suas bochechas e fale “ah, tadinho”.
jusimon disse
ok. não entendi