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“Eu vou
Um dia vou deixar de ser wannabe

Wannabe
I want to be a wannabe”

Incorporei algum agente nazista e quero me disciplinar. Uma boa menina, de boas maneiras e hábitos corretos. Vamos respirar melhor esse ar e endireitar as costas. Comer verduras e não deixar um músculo do rosto fora do lugar. Rumo à perfeição. MAS ANTES…

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luzinha

No fim daquela sala de luzes tem um tanto de respostas pra comer. Depois de engolidas, elas se mandam pelas suas veias até saírem como certezas pelo seu suor. Mas isso não importa mais. As vermelhas deixaram todos os olhos coloridos e as azuis vão derrubar todas essas paredes.

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sobre dia 3

Era bom começar com um verso das músicas do Paulinho da Viola, mas preguei no moleque Júnior Pita, caí no My Space e aí foi né…vamos de Ataulfo Alves e deusquemeperdoe:

“Juro, confesso
Não faço versos para minha vaidade
Meu samba é o meu lamento
Meu castigo, meu tormento
Minha dor, minha saudade.

Por amar
Quase fracassei na vida
Por acreditar sincero
Em pessoa tão fingida.”

(Não entendo um catzo de samba, nem de coisa alguma)

No ponto de ônibus por meia-hora. Relógio da igreja parado e eu lá…pensando nas vidas todas. Já na viagem, a quantidade de rostos cansados me assustava. É domingo, alguém me arruma uma caixa de fósforo. Saltei. Saindo do fosso, encontro um repórter do Terra, que eu detestava até o dia em que passamos 12 horas esperando o promotor do caso Isabela e dividimos uma pizza. Passei reto. Tava maluca de inveja. Ele e seu fotógrafo.

A não-resenha

Milena, Fabiana Cozza (espetacular, como sempre), Cida Moreira (espetacular, como eu nunca tinha ouvido ao vivo) e Alaíde Costa (espetacular, porque além de mito, diva e rainha, é uma simpatia) cantaram Paulinho da Viola. A melhor idade em massa e eu caímos no choro em umas três músicas. Não sei da onde veio. Só sei que é o efeito delas e dele.

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fui dormir

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promessas para 2010

- eu vou sentir muito calor
- vou ficar doente no máximo uma vez e vai ser um resfriado
- vou mandar muita gente para o inferno. poucas saberão
- vou dormir feito um gato de hotel todas as vezes que me deixarem
- vou perder o sono
- vou falar muitas coisas que não deveria. uma vai ser repetição.
- vou falar “eu te amo” para um batalhão de gente
- vou torturar gente que merece
- vou magoar gente que não merece
- vou fazer gente feliz também
- vou cair no choro por uns tantos filmes
- vou falar palavrão pra caralho
- vou sobreviver
- vou viver
- tá, não o tempo todo
- mas eu vou tentar

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tô sorrindo. juro. isso é um sorriso. feio, né? (mote para uma falsidade corrompida)

me deu a mão, um doce, um rumo e um tanto enorme de tontura. (mote para uma salvação depois de meia hora de espera)

rezou pra mim? umas três vezes desde que começaram a queimar os fogos. tá, vou pro céu. (mote para um monotema)

é coisa que nasce dentro da gente e a gente culpa o que morre dentro do outro. (mote para volta ao batente)

ah, eu te perdoo. porque você é um trilhão de vezes mais infeliz que eu nos meus piores dias de TPM. (mote para o cara que não honra as próprias calças…ou o que….shhhhhhhhh)

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fica tonta – dezembro

Ces´t fini!

Começamos com uma peça. Estranhos, mal-amados, tristes, putos da vida.e putos com Mallu. Cedemos às investidas inimigas. Iniciamos uma retrospectiva babaca. Janeiro. Nos trancamos no quarto. Fevereiro. Nos divertimos a valer às nossas prósprias custas. Março. Demos os dedinhos. Abril. Maio. Junho. Julho. Agosto. Setembro. Outubro. Novembro.

No antepenúltimo dia do ano ganhamos piada, abraço, carona, problemas na fibra e uma felicidade estranha e inexplicável deste tamanho (braços pra cima com a maior distância que eu consigo separá-los).

2009 foi um ano bom.

Feliz ano bom pra ele também.

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fica maluca – novembro

Quase no fim. ufa.

Tava doente de saudade das minhas crônicas, as que eu fazia na época em que eu era inteligente, esperta e muda. O rancorzinho do ser que deve ter pipi pequeno e prisão de ventre (ihihihih) não tinha passado. Parafraseei. Só de picuinha tudo isso. Burra e masoquista que sou, dava mais trela. Dava mais. E depois saía fora. Pirei geral numa peça, passei um calor imenso, quase escoei pelo ralo.

Bolei uma teoria do amor e sexo, com Mr Raatz. Mais de uma.

Tava de profecia, que parece estar mesmo rolando por essas voltas que os planetas dão.

E não é que me aparece outro elemento? E não é que me repito?

Cinema como Coco Chanel. Tosse com Cordel. Tosse com tudo. Fiquei doente pela segunda vez no ano. É..ando forte. Teve embalo de Norah Jones. 3 na Massa com cantadas fracas.

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simplesmente fodástico

desculpem meu linguajar, mas o dia foi simplesmente fodástico.pro bem e pro mal, fodástico.

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fica feliz – outubro

voltamos com o “fica feliz”, porque eu tava.

Pensamos na vida. Ficamos quietas, de boa, numa nice. Paulinho ao vivo. Franz Ferdinand comprado, guardado e esperado. Paz nas trincheiras. Shows pequenos para pessoas grandes. Pequenos contratempos com pessoas que devem ter o pipi pequeno(hihihih). Ah, e o de sempre né. Monotema.

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fica de férias – setembro mezzo outubro

Minhas primeiras férias na vida (Deus sabe como eu sinto falta delas…). Eu já tinha feito um post apanhadão em outubro…então vamos com um mês e meio

Pavorzão de virar assim….adulta. Começando pelas férias….30 dias meus, só meus, pra eu decidir o que faria. Nessas novidades, tentei virar mina de Twitter….sem sucesso. Daí tava me sentindo só e perguntei coisas pro meu avô. Na minha cabeça ele respondia. E o mais incrível…não era bem o que eu queria ouvir. Ah, eu tava crescendo muito rápido. Tinha tomado Sustagem e nem vi que já tava toda moça, cheia de abacaxi pra resolver.

O blog fez um ano de muito agito, badalação, confusões e aventuras (HAHAHAHAHAHAHAHAHA). Bota aventura nisso.

das férias, basta ler esse post aqui. Tudo linkadinho, explicadinho, bonitinho.

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fica mais velha – agosto

Podia ter feito isso em todos os outros posts…”fica mais velha” porque eu fiquei mais velha. Como todo santo dia, mas com a diferença de que o segundo dois virou um três e eu continuo me sentindo como se tivesse um “um ” na frente.

Comecemos…

Tava afim do mundo. Um, que rendeu alguma história. Outro, que não rende nada, nunca, mas alegra esses espaços. Mais um, que já rendeu, mas já rendeu tanto, que já deu.  Tava fogo. Fogo tanto que deu pra queimar em nostalgia (sempre).

Nessas eu fiz aniversário. E fiquei com saudade dos outros 22 anos que passaram num piscar.

Muito tempo pra pensar no jornalismo. Continuei pirando feito a dinastia toda.

No final, gostava cada vez mais. No final, eu começava a odiar a maldita gordinha.

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fica doente – julho

Tirei o ‘fica feliz’. É muito falso. Felicidade nunca foi boa inspiração. Deve ser por isso…ah. deixa. Sigamos com o botão do meio do ano.

Julho.

Desde junho eu já cantava vitória antes do tempo, achando que tava tudo apaziguado. Mas, obviamente, não estava. E como eu sou jeca, me autoflagelei por looongos dias, looongos posts, looongos pensamentos.

Na época eu ainda saía às 22h do trabalho e voltava de ônibus…então dava mais do que tempo de pensar na vida e ouvir música.

Do lado de fora, tava tudo indo mesmo quase muito bem. Do lado de dentro, um sopão.

Daí veio a Cat. As últimas vontades de tempos de faculdade. Uma costura de passado e presente. Daí veio a Sophie.

E besta vida tomava cor com mais frequência. E os sonhos tavam em repeat shuffle. E eu escrevendo cada vez menos

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fica feliz – junho

O último de hoje. Já chorei demais.

Junho. Bem. Não foi uma apoteose. Comecei me desfazendo de coisa verde que deixa a gente com ruga. Muitos litros da coisa verde. Daí tive uma folga do objeto. E isso me deixou inspirada, doida e cheia de água caindo nos olhos.

Perdi um ovário. E tive muuuuuito tempo pra curtir essa perda e as outras…pelo menos essas últimas, temporárias. Fiquei puta de falta e larguei mão de tudo. Mais de uma vez. O efeito da anestesia durou uns bons dias. As coisas que chiavam no peito duraram o tempo todo de sempre.

Colocamos a cabeça no lugar e tratamos todo o processo como uma má matemática. Sem ideias originais. Amarguinha.

Vazia de banzo.

Junho foi mês de ficar de costas, sentindo a areia entrar no sapato. Foi entrar no mar de roupa. Foi beijar de olho quase aberto.

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fica feliz – maio

Tá impossível. Tô impossível. Deve ser a chuva que desaba lá fora.

Lá vamos nós…

Maio foi o oposto de abril. Acordei cheia de amor, otimismo, esperança. Um perigo tremendo. Logo no começo teve minha primeira cobertura em meses. Virada Cultural 1 e 2. Teve um pavor de ser feliz. Teve texto bom de ser assim melhor, mais cheia de sorriso e saudade. Teve completo entendimento de meus defeitos por outrem.

Promessa de trégua. Pé atrás. Relembranças analisadas, comentadas e anotadas. Muita autocrítica no espelho e fora dele. Quase caídas. E recuo. Aprovação no teste de espanhol :)

Explícitas manifestações de idiotice. Microvida. Nova gramática de mim pra eu. E mais uma quase queda. E outro recuo.

A estima arrastada nas solas daqueles tênis. Ciúme até dizer chega. Arrependimento do que já tava morto, enterrado e nada superado.

Bebês.

Conselhos.

Trabalho quase sempre na alegria.

Quase queda 3.

É. foi o começo de uma nova era nesse sonho.

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fica feliz – abril

Foi um mês louco…tava completamente pirada.

Com raiva. Muuuita raiva. Encantada com um mundo de gente. Maluca. Magoada. Muito magoada. Extremamente magoada. Mas magoada à beça. Putz…muitos textos loucos, a inspiração (meu monotema) tava lá, tão na cara, que foi impossível não vomitar tudo aqui no blog. E todo mundo sabe mesmo, então..como diria eu nos picos de má-educação…tô cag****.

Teve Valsa com Bashir. Teve Casamento de Rachel. Teve Capitu. Teve chiliques mil. Pirações extremas. Instinto assassino nas alturas. Teve a praga do personagem. Teve nostalgia em dia quente.  Teve raiva de novo e sempre.

Puta…teve soprar de velas. Velório. Samba suado. Missa de 365º dia. Faltou amor mesmo. Teve rancor. Teve miniflashback de textos forjados. Teve megaflashback de coisas largadas. Teve conselho.

Foi um mês de merda, basicamente.

Essa retrospectiva tá acabando comigo.

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“Gente esquisita… parece que Amy Winehouse e o seu eterno ex Blake Fielder-Civil vão se casar (de novo) até o fim do ano. A dupla, que havia se divorciado oficialmente em setembro, vai trocar (outra vez) votos de compromisso. O local da cerimônia é Sheffield, na Inglaterra, onde Blake está internado. Os convidados? Praticamente ninguém, já que todos são contra a união do casal.”
(do RG Vogue)

Acho shakespeariano.

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hoje, sem um pingo de amor.

o enésimo dente me mordeu.

é o fim.

pela enésima vez.

beijos.

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Quartos com vidas, ao lado de uma penitenciária francesa (Le Monde, tradução do UOL)

benditos sejam os contadores de histórias

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“O sol….há de brilhar mais uma vez
A luz….há de chegar aos corações
Do mal….será queimada a semente

O amor…será eterno novamente
É o Juízo Final, a história do bem e do mal
Quero ter olhos pra ver, a maldade desaparecer”

Não consigo dormir, amigo. Minuto desses pensei na primeira coisa que falaria. “O que eu faço aqui?” Espantado ao me ver aos prantos, não saberia o que fazer. Gargalhando numa sacada ou num banheiro, a vida começaria do zero. Mas é tanto sonho, amigo. Me faz um poema que é pra eu dormir de sono pesado e coração leve. Trança meus dedos na medalha de Santa Clara e me faz rezar. Não digo mais a tal palavra. Eu só olho para frente, porque na frente do mundo, a fantasia toda some. Não. Se me perguntarem: não. Mas amanhã muda. E eu ajoelho num sim. Idolatria. Pedacinhos por aí, espalhados.

Escreve.

Alguma coisa.

Qualquer coisa.

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ah, merda…bebês

ACHEILINDOMARAVILHOSOEEMOCIONANTE

PRONTOFALEI

SO-COR-RO

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a gente podia lutar

A gente perde uma cara sonhando, percebe? Nem respira divagando e desenhando estratégias para sermos felizes. Daí vem um vento e leva tudo, ou traz um monte. A gente perde muito tempo nessas dores de cabeça, nesses charmes. Puro desperdício. Porra, queria falar na cara. Queria dizer a verdade. Mas um berrou “você não é mais criança”. Daí eu meio que seguro os impetos. Mas uma hora eu explodo. Espera um tanto de insanidade que eu falo mesmo. Juro. Posso deixar uma carta? E-mails são tão impessoais. Posso deixar um bilhete? Posso?

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presente de Natal

Já tive o meu.

Entrei na redação com a Felipa na mão direita e a outra acenava para os amigos da PUC que sentavam na mesma bancada. Tava o iG de 2007 também e meu espírito era o do primeiro dia de aula do colégio. A gente brincava de elefantinho colorido e tínhamos discussões calorosas sobre a direita e  esquerda. Minha cabeça despencava em um ombro e eu dava aquela gargalhada pra trás, até cair da cadeira. Caía e mergulhava na piscina. Lá fora, meu avô me esperava com canudos de doce de leite. Depois de tudo, eu e todo mundo. Minha mãe, o Juanito, o Christian, a Tasse, a Gabi, o Tico…a gente ia pra pedra do sítio e via o sol vermelhão descer lá na frente. Eu olhava pro lado e falava baixinho: “eu já sabia”.

Ah. feliz.

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New York Ranks Last in Happiness Rating

“Maybe NYC needs to get serious about fun and not just serious about work and making a buck. … How do we let our hair down and skip down the street?”
RD NYC, New York City

NYC…SP…

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a verdade

De uma coisa chamada Phone Sex, uma pesquisa antropológica (juro):

Na quinta história, o resumo do sucesso para TODA e QUALQUER relação humana:

“I´m Scheherezade:
If I don´t tell stories that fascinate de Pasha,
he will kill me in the morning.”

Alguma emoção a vida precisa ter, nem que seja história. Então finge.

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fica feliz março

(demorou pq eu tava tomando coragem)

Começamos evocando Bob Dylan, pra fugir do medo imenso de virar gente grande. Uns bons textos de autoria forjada. O início de uma bela amizade imaginária, uma parceria de fé.

Tentei começar um outro blog, mas acabei me ligando que não tenho saco ou competência pra falar de música.

A lembrança de cada santo dia não cessou. A possibilidade de um confronto arrepiou cada pelo da nuca, como se gato fosse. Até que um dia ele chegou. e atravessou a rua um dia antes de eu chegar. Debochei. Num medo de ser descoberta, pensei em matar esse blog daqui. mas isso durou…três dias.

Acabou que eu caí em graça e amei o mundo todo.

Veio a doença e os exames.

A esperança de uma chance pra consertar o resto dos dias, como se passado fosse “consertável”, “apagável”, “esquecível”.

No final, eu tava mesmo é querendo botar fogo no mundo.

Março foi foda.

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retalhos de fim de semana

Oren Lavie, sing one for me…

“And she fights for her life
as she puts on her coat
And she fights for her life on the train
She looks at the rain
as it pours
And she fights for her life
as she goes in a store
with a thought she has caught
by a thread
she pays for the bread
and she goes…
Nobody knows”

sábado em estado de graça, estirada no chão da sala, cachorro do lado, cachorro do outro. cabelo avermelhado – percebido por uma pessoa só, além da minha mãe -, vestido novo, uma reserva em show, um ônibus e um metrô depois.

Bel Garcia + À Deriva no Syndicat.

Nesse mundo, só se anda em bandos

Uma pessoas, uma pessoas sentada na almofada, uma pessoas lendo Hunter Thompson, uma pessoas pede uma cerveja, uma pessoas. Desculpa duas, três, quatro, cem, milhão de pessoas, mas essa uma pessoas aqui não se sente mal por gostar de sair sozinha. O contrário, acho que é ter medo da própria chatice. E eu…eu amo minha chatice. Enfim…o show.

Espetacular a primeira parte. Não anoto o bendito setlist nunca, mas lembro que tinha umas três ou quatro do Cole Porter, algumas da própria Bel Garcia (que parece um passarinho falando e um mulherão cantando. linda)…e os caras da À Deriva são incríveis. Isso na primeira parte, quando eu ouvi todas as músicas ora com o dedo na boca, ora roendo a unha.

Na segunda parte, lotou. Eu não nasci pra andar em bandos, definitivamente. Para encurtar, o show continuou muito bom, mas me irritei com as pessoas.

Anedota

Um casal “ai, fazemos jornalismo na PUC” (conheço bem a espécie), sentou do meu lado. Para a (ai, gente como chama?)….ok….a prévia da “mágica do amor” acontecer (HAHAHAHAHAHA), eles foram aos poucos encolhendo o espaço que eu tinha para as minhas pernas. No final do show, a direita estava dormindo. Levantei gloriosa no primeiro passo e no segundo quase caio de cara numa mesa. Ainda tive que escutar um “não está acostumada a andar de salto”. O que foi a cereja do bolo depois de me pedirem o RG na entrada ;). Eu era uma criança ouvindo jazz, bebendo cerveja, de salto.

“Treat me like a fool
Treat me mean and cruel
But love me”

Domingo

Pura nostalgia.
Amigos.
Drinks estranhos.
se não fosse pelo fato de todos estarem namorando e falando em casamento, filhos…estaríamos de volta à faculdade naquele segundo.

Como disse Michel Melamed (o de verdade, não meu amigo imaginário): cortando cebola, lembrei de você. chorei.

SEGUNDA

plantão de Natal. Não poderia ser mais feliz, brega e inconsequente.

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amy, a gente acredita

Ex de Amy Winehouse admite reconciliação a jornal: ‘Estamos noivos’.  Blake Fielder-Civil, de quem a cantora separou-se oficialmente em setembro, deu entrevista dizendo que casal pensa em ter filhos.”

eu acredito em gente auto-destrutiva.

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como chamava aquela do Kundera? a da leveza…Sabina!

Então…

A gente bem que se divert (-e X -iu) né, meu caro? Acredito tanto nessa virada de ano, de mesa, de cara…ah.

essa testa encaixa direto no pescoço e as mãos da dobra dos joelhos. Julian Pienti toca que toca….fui deslizando pelos sábados e domingos.

e lá era paraíso. era muito verdade e coisa linda. era assim um tanto de alegria nesses dias tão cinzas.

É, meu caro. Tô feliz, pacífica e acordei um tanto maluca desde a primeira vez em que abri esses olhos.

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tô na beira de um surto.

o que pode ser bom.

:)

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eu juro que eu tento. mas essa certeza de fracasso nessa esperança de sucesso. essa graça de lembrança me vem. me tapa nariz e boca e grita pra eu respirar. grita.

é dose essa enorme vontade de acertar. daí vem um vulto outro e me rouba as pretensas virtudes.

caro estimado. eu não posso.

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helena. Machado de Assis

acabou o livro que na página 38 dizia assim:

“(…)é que sou uma pobre alma lançada num turbilhão.”

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cada vez que eu vejo uma poesia nova do sujeito, eu penso:

“cara, por que ele paga putas sendo que tem um mundo de gente querendo dar pra ele?”

Daí eu lembro que a gente não fica muito longe dos animais, da história do macho alfa e todas aquelas merdas que justificam a babaquice alheia.

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Os indígenas americanos estão criando gangues. Eles bebem, se drogam e não sabem como dar vazão à sensação de não-pertencimento. As meninas da periferia estão criando gangues. Elas bebem, se batem e não sabem como dar vazão ao sentimento de abandono. Os homens da bolsa estão criando gangues. Eles bebem, comem demais e não sabem como curar a taquicardia. Os casais estão criando gangues. Eles bebem, se comem e não sabem como dar sentido a tudo no dia seguinte. Os jornalistas estão criando gangues. Eles bebem, se drogam, se batem, comem demais, se comem e não sabem escrever. Os doidos estão criando gangues. Eles sonham, pintam, arrotam, dançam, sorriem e já sabem que o tempo anda curto de verdade. Eu tô criando uma gangue. Ele também. A menina da frente e o senhor que vem atrás. Os motoristas, os infelizes, os gagos e os vesgos ao contrário.

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dia ideal

sofá.pipoca.DVD.

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fica-feliz-fevereiro

(não sei não..acho que essa ideia de retrospectiva pra ficar feliz não tá rolando como devia…enfim, continuemos)

Comecei o mês suada, com os pés estourando, peituda e com os cabelos esticados. Resumindo, teve festa de formatura. E essa coisa de ritos de passagem me fez mal, me faz até hoje. Fiquei além do que qualquer emo pode imaginar.

Pra variar, nosso famoso personagem não saiu de cena…continuou lá…fantasma, ainda. E outros fantasmas apareceram ao longo do mês. Um deles não deve ter me perdoado até hoje. Já não me importa. Um erro a gente conserta com…inúmeros outros.

Gabo anuncia que não escreverá mais. E não escreve. Eu digo que não vou mais falar com dois sujeitos (que a esta altura já devem ter descoberto que a esquizofrênica amizade, na verdade, era tesão e até amor reprimido). E não falo.

Pulei Carnaval com o pensamento longe. Vivi tempos com a cabeça em cima do pescoço, mas pendurada em lembranças. Pra ser bem sincera, não respirei nesse mês. Fiquei lá…segurando o fôlego. E tentando fingir que meu riso era alegria, não coisa passada que me vinha em forma de sonho.

Pra terminar o mês, tomei um puta susto. Sobre o qual não escrevi. Mal sabia que março me puxaria pelo umbigo e me jogaria numa rinha. Numa briga contra mim. Março foi foda. Março foi mesmo muito foda. Março foi o começo daquele fim de antes. Ah, março eu conto depois.

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