Oren Lavie, sing one for me…
“And she fights for her life
as she puts on her coat
And she fights for her life on the train
She looks at the rain
as it pours
And she fights for her life
as she goes in a store
with a thought she has caught
by a thread
she pays for the bread
and she goes…
Nobody knows”
sábado em estado de graça, estirada no chão da sala, cachorro do lado, cachorro do outro. cabelo avermelhado – percebido por uma pessoa só, além da minha mãe -, vestido novo, uma reserva em show, um ônibus e um metrô depois.
Bel Garcia + À Deriva no Syndicat.
Nesse mundo, só se anda em bandos

Uma pessoas, uma pessoas sentada na almofada, uma pessoas lendo Hunter Thompson, uma pessoas pede uma cerveja, uma pessoas. Desculpa duas, três, quatro, cem, milhão de pessoas, mas essa uma pessoas aqui não se sente mal por gostar de sair sozinha. O contrário, acho que é ter medo da própria chatice. E eu…eu amo minha chatice. Enfim…o show.
Espetacular a primeira parte. Não anoto o bendito setlist nunca, mas lembro que tinha umas três ou quatro do Cole Porter, algumas da própria Bel Garcia (que parece um passarinho falando e um mulherão cantando. linda)…e os caras da À Deriva são incríveis. Isso na primeira parte, quando eu ouvi todas as músicas ora com o dedo na boca, ora roendo a unha.
Na segunda parte, lotou. Eu não nasci pra andar em bandos, definitivamente. Para encurtar, o show continuou muito bom, mas me irritei com as pessoas.
Anedota
Um casal “ai, fazemos jornalismo na PUC” (conheço bem a espécie), sentou do meu lado. Para a (ai, gente como chama?)….ok….a prévia da “mágica do amor” acontecer (HAHAHAHAHAHA), eles foram aos poucos encolhendo o espaço que eu tinha para as minhas pernas. No final do show, a direita estava dormindo. Levantei gloriosa no primeiro passo e no segundo quase caio de cara numa mesa. Ainda tive que escutar um “não está acostumada a andar de salto”. O que foi a cereja do bolo depois de me pedirem o RG na entrada ;). Eu era uma criança ouvindo jazz, bebendo cerveja, de salto.
“Treat me like a fool
Treat me mean and cruel
But love me”
Domingo
Pura nostalgia.
Amigos.
Drinks estranhos.
se não fosse pelo fato de todos estarem namorando e falando em casamento, filhos…estaríamos de volta à faculdade naquele segundo.
Como disse Michel Melamed (o de verdade, não meu amigo imaginário): cortando cebola, lembrei de você. chorei.

SEGUNDA
plantão de Natal. Não poderia ser mais feliz, brega e inconsequente.